Yamandu Costa tem queixas por supostas agressões arquivadas na Europa
Em Portugal, as alegações foram consideradas não comprovadas e o caso também foi encerrado por tramitar em outro país; na Espanha, houve duplicidade de jurisdição.
Resumo em 30 segundos
As queixas contra o violonista Yamandu Costa por supostas agressões a uma mulher foram arquivadas em Portugal e na Espanha. Em Portugal, a decisão apontou que as alegações não foram comprovadas e considerou a tramitação do caso em outro país. No Brasil, medidas protetivas concedidas à mulher foram revogadas em duas instâncias em 2026.
As queixas contra o violonista Yamandu Costa por supostas agressões a uma mulher em Portugal foram arquivadas pelas autoridades europeias. Os episódios teriam ocorrido em Lisboa, nos dias 1º e 2 de maio de 2025, e também motivaram registros na Espanha e no Brasil. Costa negou ter cometido violência e afirmou estar aliviado com o desfecho na Europa.
A mulher, uma argentina de 33 anos que se relacionou algumas vezes com o músico naquele ano, afirmou ter sofrido violência física, psicológica e sexual. Costa, de 46 anos, reconheceu que houve uma discussão, mas negou as agressões. Segundo ele, o desentendimento ocorreu após o fim do relacionamento e um pedido para que ela deixasse sua casa.
Em Portugal, o processo foi arquivado por dois motivos: a Justiça considerou que o caso já tramitava em outro país, o que poderia configurar dupla jurisdição, e avaliou que as alegações de violência não foram comprovadas. Testemunhas ouvidas no processo contestaram os relatos, segundo a decisão descrita no caso. Na Espanha, a queixa também foi encerrada porque a apuração já ocorria em outro país; a duplicidade de jurisdição foi considerada irregular.
No Brasil, a mulher pediu medidas protetivas de urgência contra o violonista. As determinações foram revogadas duas vezes em 2026, em primeira e segunda instâncias, depois de Costa afirmar que não voltou a encontrar a denunciante e negar as acusações. Ele não foi formalmente acusado na Justiça brasileira, segundo seu advogado, Aury Lopes Jr.
A ex-esposa de Costa, mãe do filho do músico, prestou apoio a ele na investigação em Portugal e disse não ter presenciado atos violentos. A mulher também registrou queixas em Lisboa, Barcelona e Porto Alegre. Uma organização portuguesa voltada ao combate à divulgação de imagens íntimas sem consentimento apoiou o relato dela.
O caso teve repercussão nas redes sociais e foi associado a cancelamentos de apresentações de Costa no Brasil por cerca de um ano e meio. O músico disse que tenta remarcar compromissos no país enquanto cumpre uma agenda de 55 apresentações na Europa e nos Estados Unidos. Nascido em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, ele é um dos violonistas brasileiros de maior projeção internacional.