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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Trump abre retorno de padres à Previdência e ao Medicare

A janela ficará aberta nos anos fiscais de 2029 e 2030, mas os religiosos que retornarem ainda terão de cumprir os requisitos de contribuição.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Interior de uma igreja com um religioso e um livro aberto sobre uma mesa. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Interior de uma igreja com um religioso e um livro aberto sobre uma mesa.
Resumo em 30 segundos

A lei sancionada por Donald Trump cria uma exceção temporária para integrantes do clero que haviam optado por sair da Previdência Social e do Medicare. Eles poderão voltar aos programas nos anos fiscais de 2029 e 2030, mas não receberão benefícios automaticamente: será necessário cumprir as regras regulares de contribuição.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou em 20 de outubro uma lei que abre uma oportunidade temporária para padres, bispos e outros integrantes do clero voltarem à Previdência Social e ao Medicare, programas dos quais haviam decidido sair. A janela valerá nos anos fiscais de 2029 e 2030, e quem retornar ainda precisará cumprir os requisitos de contribuição para ter direito aos benefícios.

Pelas regras tributárias americanas, membros do clero podem optar por não pagar os impostos destinados à Previdência Social e ao Medicare sobre a renda de atividades ministeriais. Em contrapartida, deixam de ter acesso aos benefícios desses programas relacionados a essas contribuições. Em geral, a escolha de sair é definitiva; a nova lei cria uma exceção por dois anos.

A Câmara dos Representantes aprovou o projeto em 27 de abril, por 350 votos a cinco. O Senado deu aval por consentimento unânime em 30 de setembro, procedimento que permite aprovar uma proposta sem votação nominal quando não há objeção. Segundo o Comitê de Formas e Meios da Câmara, cerca de 2.000 pessoas optam por deixar os programas.

Esta é a terceira vez que o Congresso dos Estados Unidos cria uma oportunidade temporária para integrantes do clero reverterem a decisão. A janela anterior foi aberta em 1999. A proposta teve apoio da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB, na sigla em inglês), que defendeu a possibilidade de retorno à Previdência Social e ao Medicare.

Em carta de apoio ao projeto, os arcebispos Shelton Fabre e Ronald Hicks disseram que alguns religiosos saíram dos programas décadas atrás, em parte por terem recebido orientação financeira imprecisa. Fabre preside o Comitê da USCCB sobre Justiça Doméstica e Desenvolvimento Humano; Hicks está à frente do comitê da entidade dedicado ao clero, à vida consagrada e às vocações.

O deputado Jason Smith, republicano do Missouri e presidente do Comitê de Formas e Meios da Câmara, afirmou que muitos líderes religiosos tomaram a decisão quando eram jovens e iniciavam o ministério. Para ele, uma escolha feita décadas antes não deveria impedir que essas pessoas tenham uma aposentadoria mais segura.

A carta da USCCB afirma que a mudança pode ampliar a proteção financeira e de saúde dos religiosos na aposentadoria. A lei não concede benefícios automaticamente: os integrantes do clero que optarem por retornar terão de atender às regras regulares de contribuição dos programas.

Para entender

Medicare
Programa federal dos Estados Unidos que oferece cobertura de saúde principalmente a pessoas com 65 anos ou mais e a alguns grupos de pessoas com deficiência. As regras de elegibilidade e cobertura variam conforme a situação do beneficiário.

Fontes: Gazeta do Povo

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