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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Macron critica falas de Trump sobre protestos e violência na França

O presidente francês afirmou que imagens criadas por inteligência artificial e narrativas falsas foram usadas para explorar os distúrbios em campanhas eleitorais.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Emmanuel Macron fala durante um evento oficial em uma sala de governo em Paris. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Emmanuel Macron fala durante um evento oficial em uma sala de governo em Paris.
Resumo em 30 segundos

Emmanuel Macron criticou declarações de Donald Trump e de outros líderes sobre os protestos e episódios de violência na França. O presidente disse que imagens geradas por inteligência artificial mostraram cenas que não ocorreram no país e acusou políticos de usar informações falsas para promover suas campanhas. As manifestações começaram com reivindicações de estudantes por melhorias nas escolas.

O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou nesta quarta-feira (21) como “inaceitáveis” e “estúpidas” declarações de líderes estrangeiros sobre os protestos e episódios de violência no país. Ele afirmou que, embora não veja interferência externa nos atos, houve manipulação de informações depois dos acontecimentos, inclusive com imagens produzidas por inteligência artificial (IA) que mostravam cenas que não ocorreram na França.

Questionado se fazia referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Macron respondeu que ele estava entre os dirigentes que criticou. O francês disse que algumas pessoas reproduzem conteúdos falsos ou narrativas sobre os distúrbios para promover agendas políticas e campanhas eleitorais. “Todas as pessoas que falam mal do nosso país neste momento são pessoas que não gostam do nosso país”, afirmou.

Na segunda-feira (19), durante um comício no Kansas, Trump publicou nas redes sociais que a França estava sendo “conquistada, saqueada e reduzida a cinzas por imigrantes, jihadistas e comunistas”. Ele também comparou os acontecimentos franceses à disputa política nos Estados Unidos e disse que os democratas radicais queriam levar o país a uma situação semelhante. Macron afirmou que é falso dizer que a França foi tomada por “hordas de imigrantes e islamistas”.

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, também descreveu a França como um refúgio do “islamismo extremista”. As declarações de Trump e Netanyahu ocorrem às vésperas de eleições em seus países: os Estados Unidos realizam eleições legislativas de meio de mandato em 3 de novembro, enquanto Israel terá eleições gerais na terça-feira (27).

Na França, manifestações de estudantes do ensino médio começaram em setembro, com reivindicações por mais recursos para as escolas, melhores instalações, turmas menos lotadas e contratação de professores. Os protestos começaram em escolas da região de Paris e se espalharam pelo país em outubro. Em diferentes cidades, também foram registrados confrontos e saques.

As autoridades francesas atribuíram a violência a “pequenos grupos de extrema esquerda”, aos quais teriam se juntado criminosos oportunistas, muitos deles jovens dos subúrbios. O governo anunciou a contratação de três mil professores e toques de recolher em áreas afetadas, inclusive em Paris, para tentar conter os distúrbios.

As autoridades também preveem mobilizar militares para reforçar a segurança durante uma grande manifestação marcada para sábado (24). Macron disse que líderes estrangeiros que repetem informações falsas acabam usando a situação francesa em benefício de suas próprias campanhas políticas.

Fontes: Estadão, Zero Hora, O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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