Tereza Cristina defende mobilização da direita para fiscalizar governo
Após a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro, a senadora elogiou a campanha do adversário e pediu que apoiadores sigam em frente, sem contestar o resultado.
Resumo em 30 segundos
Tereza Cristina afirmou que a direita seguirá mobilizada para fiscalizar o governo e defender suas propostas após a eleição de Lula. A senadora elogiou a campanha de Flávio Bolsonaro e pediu que seus apoiadores mantenham a cabeça erguida. Daniella Marques também pediu transparência e confiança nas instituições, sem contestar diretamente o resultado.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), aliada de Flávio Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira (26) que a direita seguirá mobilizada para fiscalizar o governo e defender suas propostas, após a derrota do senador para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial realizada no domingo (25). Na publicação, ela não contestou o resultado das urnas.
“ Nós precisamos continuar mobilizados para cobrar tudo que desejamos! A voz de vocês não será calada. Vocês venceram ao escolher a maioria dos governadores de direita e também uma forte bancada de direita na Câmara e no Senado. Nós estaremos lá para fiscalizar esse governo e lutar pelo país que queremos”, escreveu Tereza Cristina no X. A senadora também elogiou a campanha de Flávio e pediu a apoiadores que sigam em frente “de cabeça erguida”.
Lula foi eleito presidente da República pela quarta vez, segundo o resultado divulgado após a votação. A manifestação de Tereza Cristina destacou a atuação futura da oposição no Congresso e nos governos estaduais, sem questionamento direto à apuração.
Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio, também publicou uma mensagem após a eleição. Ela afirmou que se dedicou “de corpo e alma” à campanha e disse esperar que dúvidas surgidas durante o processo eleitoral sejam esclarecidas. “O Brasil merece transparência, respeito e confiança nas instituições”, declarou, sem contestar diretamente o resultado.
Parte dos apoiadores de Flávio questionou o pleito. Entre os argumentos citados está a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou a votação por duas horas, a pedido da campanha de Lula. A equipe petista justificou a solicitação com dificuldades no transporte público em vários estados.
A campanha de Flávio também pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que a votação fosse estendida em alguns estados. Em Salvador, o Procon-BA identificou 544 ônibus aptos a operar que estavam parados; em São Paulo, a frota circulou de forma reduzida. Depois das reclamações, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, reconheceu problemas no transporte durante o pleito.
Tereza Cristina foi ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro e se elegeu senadora em 2022. Antes do início oficial da campanha presidencial de Flávio, ela chegou a ser cotada pelo PL para ocupar a vice-presidência da chapa. Daniella Marques, que presidiu a Caixa Econômica Federal durante o governo Bolsonaro, também foi considerada para o posto e participou de transmissões semanais da campanha.