Pular para o conteúdo
Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Campanha de Flávio mira eleitores de baixa renda com benefícios sociais

A quatro dias do segundo turno, a equipe reforça propostas para o Bolsa Família e mobiliza artistas e influenciadores; Lula lidera entre eleitores com renda de até dois salários mínimos.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Flávio Bolsonaro fala em um evento de campanha diante de apoiadores. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Flávio Bolsonaro fala em um evento de campanha diante de apoiadores.
Resumo em 30 segundos

A campanha de Flávio Bolsonaro intensifica a busca por eleitores de baixa renda, com defesa do Bolsa Família e de outros programas sociais, propostas econômicas e ações com artistas e influenciadores. A estratégia ocorre após declarações sobre a regra de transição do benefício e diante da vantagem de Lula nesse segmento, apontada pelo Datafolha.

A quatro dias do segundo turno presidencial, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) intensificou nesta quarta-feira a tentativa de conquistar eleitores de baixa renda, segmento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem. A estratégia inclui reforçar a defesa de programas sociais e propostas para ampliar a renda e reduzir despesas, além de mobilizar artistas e influenciadores antes da votação de domingo.

A ofensiva ocorre após declarações de Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha, sobre a regra de transição do Bolsa Família para quem consegue emprego formal ou abre um negócio. Ela afirmou que os beneficiários poderiam permanecer no programa por dois anos nessa situação. A fala foi usada por adversários para sustentar que Flávio limitaria o acesso ao benefício; a campanha nega que pretenda extingui-lo.

A regra de transição, também chamada de regra de proteção, permite que famílias continuem recebendo parte do Bolsa Família quando a renda aumenta. Segundo as informações divulgadas sobre a política, o beneficiário pode receber metade do valor por 18 meses depois que a renda domiciliar ultrapassa R$ 218 por pessoa; até o ano passado, o período era de 24 meses. A proposta de Flávio, conforme explicada por sua campanha, é permitir a continuidade do pagamento por até dois anos após a entrada no trabalho ou a abertura de um negócio.

Aliados do candidato afirmam que ele pretende manter e reajustar o Bolsa Família, e que a permanência temporária busca facilitar a passagem dos beneficiários para o mercado de trabalho sem uma interrupção imediata da assistência. A campanha prepara uma peça para o horário eleitoral com essa mensagem e também prevê destacar compromissos com o Minha Casa, Minha Vida e a Farmácia Popular. Entre as propostas econômicas está o Vira Pix, descrito na propaganda como mecanismo para devolver parte do que os consumidores gastam.

Publicações antigas de Flávio sobre o programa também passaram a alimentar a disputa. Em mensagens feitas entre 2010 e 2014 no X, então chamado Twitter, ele criticava o benefício e chegou a usar a expressão “bolsa-farelo”. As postagens foram apagadas. Adversários passaram a divulgar o conteúdo como prova de que o candidato não apoiaria o programa, enquanto a campanha tenta reafirmar seu compromisso com a política social.

A estratégia eleitoral prevê ainda a divulgação de vídeos gravados na terça-feira por mais de 30 cantores sertanejos, em um encontro organizado pelo senador Wilder Morais (PL-GO), em Goiás. Entre os artistas presentes estavam Gusttavo Lima, Zezé Di Camargo, Murilo Huff, Jorge, da dupla Jorge & Mateus, e Marrone, de Bruno & Marrone. Parte das gravações deve ser publicada nos próximos dias.

Na quinta-feira, a campanha planeja uma transmissão ao vivo com influenciadores, articulada por Pablo Marçal. A participação do jogador Neymar e de Gusttavo Lima está prevista, junto à de outros artistas e criadores de conteúdo. A iniciativa foi discutida em uma reunião com cerca de 300 criadores realizada na terça-feira, em São Paulo.

Flávio tem compromissos previstos nesta quarta-feira em São Paulo e Fortaleza e depois deve se preparar para o debate de sexta-feira, na Globo, o último confronto direto com Lula antes da eleição. Integrantes da campanha defendem que ele use o encontro para apresentar propostas e responder de forma mais direta às perguntas do presidente, com atenção especial à política social.

A diferença entre os candidatos entre eleitores de menor renda é um dos desafios da campanha do PL. Pesquisa Datafolha divulgada na reta final apontou Lula com 53% das intenções de voto entre pessoas que recebem até dois salários mínimos, ante 38% de Flávio. A campanha do senador considera esse grupo decisivo para reduzir a distância antes do segundo turno.

Fontes: O Globo, Folha de S.Paulo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também