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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Temporal deixa 102 municípios do RS com danos e 24 feridos

Granizo destelhou mais de 2 mil casas, e 327 pessoas ficaram desalojadas ou desabrigadas; a previsão indica chuva mais fraca nesta quinta-feira.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Casas com telhados danificados e galhos caídos após temporal no Rio Grande do Sul. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Casas com telhados danificados e galhos caídos após temporal no Rio Grande do Sul.
Resumo em 30 segundos

A passagem de uma frente fria provocou chuva intensa, granizo e ventos fortes no Rio Grande do Sul entre terça e quarta-feira. A Defesa Civil recebeu relatos de danos em 102 municípios, com 24 feridos e 327 pessoas desalojadas ou desabrigadas. Mais de 2 mil casas foram destelhadas, e a chuva deve diminuir na quinta-feira.

A passagem de uma frente fria provocou chuva intensa, granizo e ventos fortes no Rio Grande do Sul entre a tarde de terça-feira (3) e esta quarta-feira (4). A Defesa Civil estadual recebeu relatos de danos em 102 municípios, principalmente na metade norte; 24 pessoas ficaram feridas e 327 estão desalojadas ou desabrigadas.

Mais de 2 mil casas foram destelhadas, segundo a Defesa Civil. Em Porto Vera Cruz, no noroeste gaúcho, a prefeitura estima que 90% das residências tenham sofrido danos nos telhados. O município, que tem cerca de 1,5 mil habitantes, também registrou queda de árvores e prejuízos em prédios públicos e veículos. No início da tarde, a cidade estava sem energia elétrica.

Passo Fundo foi atingida por granizo durante a madrugada. No bairro Santa Marta, Adriana de Fátima da Silva colocou o filho de dois anos dentro de um guarda-roupa para protegê-lo depois que parte do telhado da casa foi danificada. “Na hora que começou a cair as pedras, o nenê sentou na cama e começou a tremer, tava apavorado. Tive que colocar ele dentro do guarda-roupas, foi a única ideia que tive pra proteger ele”, relatou.

Na cidade, a chuva também abriu uma cratera em uma área de obras e arrastou para dentro dela o carro de Francisco Freitas, de 75 anos. Ele contou que o veículo estava estacionado quando o buraco se abriu. A erosão ainda prejudicou o acesso à casa dele e à residência de uma vizinha.

Na RS-463, entre Tapejara e Coxilha, o trânsito foi totalmente bloqueado no km 22, entre Tapejara e Vila Lângaro. O volume de água rompeu uma galeria e fez a pista ceder. O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) informou que vai planejar a reconstrução da estrutura depois que a chuva cessar.

Na Terra Indígena Carreteiro, em Água Santa, uma estrada rural cedeu e engoliu um caminhão que transportava 5 mil litros de leite. O motorista não se feriu. Em Nova Prata, a Defesa Civil estima que mais de 4 mil casas tenham sido danificadas pelo granizo. O hospital local registrou 18 atendimentos relacionados ao temporal, incluindo ferimentos de moradores que caíram de telhados durante tentativas de cobrir as casas com lonas.

A Defesa Civil estadual também informou que mais de 2 mil residências foram destelhadas. Em um levantamento divulgado durante a quarta-feira, foram contabilizadas 20 pessoas feridas e 77 municípios afetados; o balanço posterior elevou esses números para 24 feridos e 102 cidades com danos relatados. O órgão estadual atualiza os registros à medida que os municípios comunicam ocorrências.

A frente fria é uma área de encontro entre massas de ar com características diferentes. O meteorologista Daniel Caetano, da Universidade Federal de Santa Maria, explicou que o choque entre ar quente e úmido e ar frio e seco pode favorecer tempestades, sobretudo quando há grande diferença de temperatura entre as massas.

Para quinta-feira (5), a previsão é de chuva em volumes menores do que os registrados entre terça e quarta. Há possibilidade de chuva fraca durante a madrugada na Região Metropolitana, no Litoral Norte, na Serra, nos Vales e no Norte. Ao longo do dia, podem ocorrer pancadas isoladas na Costa Doce, na Região Metropolitana e na Serra; nas demais áreas, a tendência é de melhora.

Fontes: Zero Hora

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