Defesa Civil de Passo Fundo desmente alerta de nova tempestade
A previsão indica chuva até as 20h desta quarta, mas não aponta temporal ou granizo; a cidade já teve mais de 700 casas destelhadas.
Resumo em 30 segundos
A Defesa Civil de Passo Fundo desmentiu uma mensagem que circula pelo WhatsApp sobre a chegada de uma nova tempestade mais forte. A previsão municipal indica chuva até as 20h, sem alerta de temporal ou granizo. O temporal iniciado na terça-feira deixou mais de 700 casas destelhadas e afetou pelo menos 2,4 mil pessoas.
A Defesa Civil de Passo Fundo, no norte do Rio Grande do Sul, informou nesta quarta-feira (4) que é falsa a mensagem compartilhada por WhatsApp sobre a chegada de uma nova tempestade mais forte à cidade durante a tarde. A previsão municipal é de chuva até as 20h, mas não há alerta de temporal ou granizo para esse período, segundo a prefeitura.
O áudio afirma que a Defesa Civil estaria escondendo a previsão para evitar alarme. O órgão municipal disse que acompanha as condições do tempo em conjunto com a Defesa Civil estadual e que não omitiu informações nem deixou de atender a população. A cidade permaneceu sob alerta laranja para chuva volumosa e risco de alagamentos até as 12h05.
O temporal começou na noite de terça-feira (3) e, junto com a chuva intensa desta quarta, deixou mais de 700 casas destelhadas e afetou pelo menos 2,4 mil pessoas. A Defesa Civil contabilizou 167 milímetros de chuva, volume próximo da média de novembro, estimada em 177 milímetros. Um levantamento divulgado anteriormente pelo órgão registrava 166,8 milímetros nas 24 horas anteriores.
O coordenador municipal da Defesa Civil, Fernando Bicca, afirmou que a expectativa é restabelecer completamente a situação até o meio-dia de quinta-feira, caso a chuva pare no horário previsto. O plano de contingência foi acionado na terça para organizar o socorro e as medidas de recuperação. Entre as prioridades estão retirar moradores de imóveis com risco de alagamento e, depois, recuperar vias, prédios públicos e residências atingidas.
Os estragos incluem alagamentos em vários bairros, árvores caídas sobre veículos e danos em ruas. Na Vila Luiza, um carro ficou submerso; no Centro, abriu-se uma cratera no cruzamento das ruas Teixeira Soares e Independência, com tubulação exposta. Mais de 15 bairros foram afetados, segundo Bicca.
A prefeitura suspendeu as aulas em 11 escolas municipais. Nove escolas estaduais também cancelaram as atividades por alagamentos, falta de energia, interrupção do transporte escolar, acessos bloqueados ou danos em telhas e vidros. Unidades municipais em condições seguras poderiam abrir à tarde para acolher crianças, especialmente as que tiveram as casas atingidas. O início da Feira do Livro foi adiado, e pelo menos três livreiros tiveram produtos molhados.
A Defesa Civil orienta que moradores acionem os telefones 153 ou 199, o número 0800 541 7100 ou o WhatsApp (54) 99194-0449 em caso de emergência.