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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Sudeste dá maioria a Flávio, mas reduz vantagem sobre Lula

No segundo turno da eleição de 2026, a diferença no Sudeste foi de 2,8 milhões de votos; Lula venceu no país por 4,4 milhões.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eleitor vota em uma urna eletrônica em uma seção eleitoral brasileira. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eleitor vota em uma urna eletrônica em uma seção eleitoral brasileira.
Resumo em 30 segundos

Flávio Bolsonaro venceu no Sudeste, mas por uma margem menor que a de disputas anteriores. Lula teve 1,2 milhão de votos a mais na região do que em 2022, e Flávio recebeu cerca de 200 mil a menos que Jair Bolsonaro naquele segundo turno. No país, Lula venceu por 4,4 milhões de votos.

Luiz Inácio Lula da Silva venceu Flávio Bolsonaro no segundo turno presidencial de domingo (25), mas o Sudeste, maior colégio eleitoral do país, deu maioria ao candidato do PL por uma margem menor do que em disputas anteriores. A votação na região foi o melhor resultado do PT em um segundo turno desde 2010 e contribuiu para a vitória nacional de Lula, por 4,4 milhões de votos.

O Sudeste reúne 66,3 milhões de eleitores e concentrou 41% dos votos válidos no segundo turno. A diferença entre os dois candidatos na região foi de 2,8 milhões de votos. Lula recebeu 1,2 milhão de votos a mais do que havia obtido ali há quatro anos, enquanto Flávio teve cerca de 200 mil a menos que Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022.

O resultado não significa necessariamente que o apoio ao PT tenha crescido na região. O cientista político Carlos Melo, professor do Insper, atribuiu a vitória de Lula, em parte, à perda de espaço do bolsonarismo na reta final da campanha. “O que elegeu o Lula não foi apenas o Nordeste, mas também a perda de espaço do bolsonarismo no Sudeste”, afirmou. Ele também citou a derrota de Flávio na cidade do Rio de Janeiro, berço político do bolsonarismo, e o receio de eleitores de uma volta do grupo de Jair Bolsonaro ao poder.

Minas Gerais foi o único estado a registrar uma virada a favor de Lula entre o primeiro e o segundo turno. O presidente venceu no estado por 50,43% dos votos válidos, ante 49,57% de Flávio. Em Itabirito, município da região central mineira, Lula passou de 41,04% no primeiro turno para 52,49% no segundo; Flávio caiu de 45,57% para 47,51%. A mudança foi a maior virada percentual a favor do petista entre as cidades brasileiras.

O comportamento do eleitorado variou bastante entre as regiões. No Nordeste, Lula alcançou 24,4 milhões de votos e superou Flávio por 13,7 milhões, a maior vantagem do PT na região. Em proporção, porém, o resultado de 69,4% para Lula e 30,6% para Flávio ficou abaixo do recorde petista de 2006, quando Lula teve 77,1% dos votos válidos.

No Sul, Flávio recebeu 62,6% dos votos válidos, contra 37,4% para Lula, e abriu uma diferença de 4,6 milhões de votos. Foi a única região em que a parcela do eleitorado que votou no PT diminuiu em relação a 2022: Lula ficou com 37,4%, ante 38,2% quatro anos antes. O PT não vence no Sul desde 2002.

O Norte teve a disputa regional mais apertada: Lula venceu por 50,01% a 49,99%, com diferença de 1.079 votos. A região tem 13,1 milhões de eleitores, bem menos que o Sudeste. O resultado devolveu ao PT a liderança regional, depois de Jair Bolsonaro ter vencido ali em 2018 e 2022.

No Centro-Oeste, Flávio ficou com 60% dos votos válidos, proporção próxima dos 60,2% obtidos por seu pai em 2022. A vantagem do candidato do PL foi de 1,9 milhão de votos, contra 1,8 milhão na disputa anterior. Apesar das derrotas nessas duas regiões, Lula alcançou votações recordes em números absolutos: cinco milhões de votos no Norte e 3,7 milhões no Centro-Oeste.

No primeiro turno, Flávio havia terminado à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A campanha petista intensificou a mobilização nas ruas e na internet antes da votação decisiva, e o resultado final inverteu a ordem da primeira etapa. O segundo turno é a etapa em que os dois candidatos mais votados disputam novamente a eleição quando nenhum deles obtém maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno.

Fontes: Folha de S.Paulo

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