Pular para o conteúdo
Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Aliados de Flávio Bolsonaro avaliam erros após derrota para Lula

A campanha esperava avançar em Minas Gerais e reduzir a vantagem de Lula no Nordeste, mas o resultado do segundo turno frustrou as projeções.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Urnas e materiais eleitorais em uma sala de apuração após o segundo turno. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Urnas e materiais eleitorais em uma sala de apuração após o segundo turno.
Resumo em 30 segundos

Aliados de Flávio Bolsonaro apontam falhas na campanha após a derrota para Lula no segundo turno. As avaliações destacam o desempenho em Minas Gerais, São Paulo e no Nordeste, além da confiança antecipada na vitória. Agora, o grupo discute como preservar as alianças e manter o senador à frente da oposição.

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) apontam falhas na campanha após a derrota do senador para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, realizado neste domingo. As avaliações se concentram em Minas Gerais, São Paulo e no Nordeste, regiões onde a campanha esperava ampliar ou preservar o desempenho do candidato. O resultado também abriu discussões sobre como manter unida a oposição ao governo Lula.

Em Minas Gerais, Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula, mas foi superado pelo petista na votação final. O estado é o segundo maior colégio eleitoral do país e era tratado como decisivo para a disputa. A campanha contou com o apoio do senador Cleitinho (Republicanos) e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), mas não conseguiu sustentar a vantagem inicial.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral brasileiro, Flávio venceu, mas Lula reduziu a distância entre os dois em relação à primeira votação. A equipe do senador esperava ampliar a diferença no estado, onde teve o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB).

No Nordeste, a estratégia incluiu ações digitais, vídeos com Nikolas Ferreira e mais agendas de Flávio na reta final. Ainda assim, o senador somou cerca de 400 mil votos a mais que no primeiro turno, enquanto Lula teve quase três milhões de votos adicionais. A região, portanto, permaneceu entre os principais desafios da campanha do candidato do PL.

A confiança de integrantes da equipe também foi questionada. Parte dos aliados esperava uma vitória, apoiada em levantamentos internos, e organizou uma comemoração em Brasília antes da conclusão da apuração. Outros alertaram para o risco de antecipar o resultado. A apreensão aumentou quando Lula passou à frente na contagem dos votos.

Apesar da derrota, aliados dizem que Flávio recebeu votação expressiva e superou o total obtido por Jair Bolsonaro na eleição presidencial de 2022. Para esse grupo, o resultado pode sustentar a atuação do senador como liderança da oposição, desde que ele preserve as alianças com governadores, parlamentares e partidos que apoiaram sua candidatura, como PP, União Brasil, Republicanos e Novo.

A partir de 2027, o PL terá 121 deputados e 28 senadores no Congresso, uma base importante para a oposição. Aliados temem que a derrota provoque disputas internas e afaste lideranças que participaram da campanha.

Flávio disse que pediria a anulação do resultado, mas parte de seus aliados considera a iniciativa sem efeito prático. Ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral não veem espaço para alterar uma votação reconhecida pelos chefes dos Poderes.

Fontes: O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também