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Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Lula vence Flávio Bolsonaro e mantém a esquerda no governo

Com 51,79% dos votos válidos, Lula garantiu mais quatro anos no Planalto; as vitórias da direita na Colômbia e no Peru mudam o mapa político sul-americano.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Urna em uma seção eleitoral, com eleitores ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Urna em uma seção eleitoral, com eleitores ao fundo.
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Lula venceu Flávio Bolsonaro no segundo turno, com 51,79% dos votos válidos, e garantiu mais quatro anos de governo do PT. Na Colômbia, Abelardo de la Espriella foi eleito presidente; no Peru, Keiko Fujimori venceu por margem estreita. Os resultados ampliam a presença da direita na América do Sul.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente do Brasil neste domingo, 25, e garantiu um quarto mandato, mantendo o país sob um governo de esquerda. A vitória ocorre enquanto a direita amplia sua presença na América do Sul, após as eleições de Abelardo de la Espriella na Colômbia e de Keiko Fujimori no Peru.

No segundo turno, Lula venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51,79% dos votos válidos, ou 64.256.232 votos. Flávio recebeu 48,21%, equivalentes a 59.826.041 votos. A diferença entre os candidatos foi de cerca de 4,4 milhões de votos.

O resultado reverteu a vantagem de Flávio registrada no primeiro turno. Foi a primeira vez desde a redemocratização que um candidato à Presidência virou o resultado entre as duas etapas da eleição. A reeleição mantém o Partido dos Trabalhadores (PT) no comando do Executivo federal por mais quatro anos.

Na Colômbia, Abelardo de la Espriella, identificado com a direita radical, foi eleito presidente. Advogado, ele ganhou notoriedade por defender casos envolvendo paramilitares e integrantes da elite econômica. De la Espriella tem cidadania colombiana e americana e registrou sua candidatura com assinaturas de eleitores, sem apoio de partidos políticos ou de grandes grupos empresariais.

A mudança de governo também afeta a orientação diplomática colombiana. O país é o principal da América do Sul a receber apoio militar dos Estados Unidos e, historicamente, manteve uma política externa geralmente alinhada a Washington. A eleição de De la Espriella representa um retorno a essa linha depois do período de tensões diplomáticas com o ex-presidente Gustavo Petro.

No Peru, Keiko Fujimori venceu a eleição presidencial por margem estreita sobre Roberto Sánchez, candidato identificado com a esquerda. Com todas as atas apuradas, ela obteve 50,13% dos votos, ante 49,86% de Sánchez, de acordo com os dados do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE).

Fujimori é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o Peru de 1990 a 2000 e foi condenado e preso por crimes contra a humanidade. Sánchez é ligado politicamente ao ex-presidente Pedro Castillo, que cumpre pena de 11 anos por uma tentativa de golpe de Estado em 2022. Com os resultados, o Brasil permanece entre os países sul-americanos governados pela esquerda, enquanto as vitórias na Colômbia e no Peru aumentam a presença da direita na região.

Fontes: Estadão

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