Pular para o conteúdo
Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Mapa eleitoral do Brasil mantém divisão regional vista em 2022

Lula venceu Flávio Bolsonaro por 3,58 pontos percentuais em 2026; o Nordeste e parte do Norte favoreceram o petista, enquanto outras regiões se dividiram.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eleitor vota em uma urna eletrônica em uma seção eleitoral. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eleitor vota em uma urna eletrônica em uma seção eleitoral.
Resumo em 30 segundos

A comparação das eleições presidenciais desde 1989 mostra mudanças na distribuição regional dos votos e uma divisão mais definida a partir dos anos 2000. Em 2026, Lula derrotou Flávio Bolsonaro por 3,58 pontos percentuais. Apesar da margem maior que em 2022, o mapa de vitórias manteve, em linhas gerais, o padrão regional da eleição anterior.

O mapa das eleições presidenciais no Brasil mudou de configuração diversas vezes desde 1989, quando o país voltou a escolher o presidente pelo voto direto. Em 2026, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL), em um resultado que repetiu, em linhas gerais, a divisão regional observada quatro anos antes: Lula manteve maior presença no Nordeste e em parte do Norte, enquanto o adversário concentrou vitórias no Sul, no Centro-Oeste e em parte do Sudeste.

Lula recebeu 64.256.232 votos, ante 59.826.041 de Flávio Bolsonaro, diferença de 3,58 pontos percentuais. A margem foi maior que a registrada em 2022, quando Lula derrotou Jair Bolsonaro (PL) por 1,8 ponto percentual, mas não alterou de forma significativa o desenho territorial das vitórias. A eleição de 2026 também marcou a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno.

A comparação dos mapas desde a redemocratização mostra períodos de predominância nacional e, depois, uma divisão mais nítida entre regiões. Em 1989, Fernando Collor de Mello derrotou Lula por 6,06 pontos percentuais. Collor venceu em grande parte do país, enquanto Lula ganhou em quatro unidades da federação: Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Pernambuco.

Em 1994, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) derrotou Lula no primeiro turno, impulsionado pelo sucesso do Plano Real, que conteve a hiperinflação e estabilizou a moeda. O tucano teve vantagem de 27,24 pontos percentuais e venceu em quase todo o país, com exceção do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul. Em 1998, foi reeleito também no primeiro turno. Lula reduziu a diferença para 21,35 pontos percentuais, mas o mapa continuou majoritariamente favorável a Fernando Henrique; Ciro Gomes venceu no Ceará.

A primeira grande mudança territorial veio em 2002, quando Lula venceu José Serra (PSDB) por 22,54 pontos percentuais. O petista ganhou em praticamente todo o país, com Alagoas como única exceção. Quatro anos depois, foi reeleito contra Geraldo Alckmin, também do PSDB, por 21,66 pontos percentuais. O mapa, porém, já mostrava adversários do PT vencendo em estados sobretudo do Sul e do Centro-Oeste, enquanto Lula mantinha força no Nordeste e em boa parte do Norte.

A divisão regional se tornou mais definida nas eleições seguintes. Em 2010, Dilma Rousseff, sucessora política de Lula, derrotou José Serra por 12,1 pontos percentuais. O PT teve mais vitórias no Nordeste e em parte do Norte, enquanto os tucanos avançaram no Sul, no Centro-Oeste e no Sudeste. Em 2014, Dilma foi reeleita por uma margem menor, de 3,28 pontos percentuais: venceu em 14 unidades da federação, contra 13 de Aécio Neves (PSDB).

Em 2018, Jair Bolsonaro, então candidato do PSL, derrotou Fernando Haddad (PT) por 10,26 pontos percentuais. Bolsonaro venceu em 16 unidades da federação, e Haddad, em 11. O resultado reforçou a concentração de votos favoráveis ao PT no Nordeste e a presença de vitórias do campo adversário no Sul, no Centro-Oeste e em parte do Sudeste.

A eleição de 2022 foi a mais apertada entre as disputas retratadas, com Lula à frente de Jair Bolsonaro por 1,8 ponto percentual. Mesmo com a troca do vencedor em relação a 2018, o mapa manteve a divisão regional que se consolidara: Lula predominou no Nordeste e em parte do Norte, e Bolsonaro teve mais vitórias no Sul, no Centro-Oeste e em parte do Sudeste. Em 2026, a reeleição de Lula ampliou sua votação nacional, mas preservou esse padrão geral.

Fontes: O Globo, Zero Hora

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também