Pular para o conteúdo
Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Saudi Aramco declara US$ 21,9 bilhões em dividendos no trimestre

O pagamento cresceu 3,5% em um ano, enquanto o lucro líquido da estatal saudita avançou 35%, para US$ 36,2 bilhões, entre julho e setembro.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Refinaria de petróleo iluminada ao entardecer, com um navio-tanque ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Refinaria de petróleo iluminada ao entardecer, com um navio-tanque ao fundo.
Resumo em 30 segundos

A Saudi Aramco registrou lucro líquido de US$ 36,2 bilhões no terceiro trimestre de 2026 e declarou US$ 21,9 bilhões em dividendos, alta anual de 3,5%. Maiores volumes comercializados e a rentabilidade do refino ajudaram a compensar preços mais baixos do petróleo na área de exploração e produção.

A Saudi Aramco teve lucro líquido de US$ 36,2 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 35% na comparação anual, e declarou o pagamento de US$ 21,9 bilhões em dividendos. O resultado da estatal saudita foi impulsionado por maiores volumes de petróleo comercializados e pela valorização de derivados refinados e produtos petroquímicos, apesar de preços mais baixos do petróleo na área de exploração e produção.

Os dividendos cresceram 3,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O pagamento é uma distribuição de parte dos resultados aos acionistas; como a Aramco pertence ao Estado saudita, a remuneração também contribui para as receitas públicas do país.

A empresa informou que a produção recuperou ritmo e chegou a cerca de 11 milhões de barris de óleo equivalente por dia no trimestre. A rentabilidade do refino e de outras atividades chamadas de “downstream” — que incluem o processamento do petróleo e a venda de produtos derivados — ajudou a compensar a pressão sobre os preços da commodity. O lucro líquido ajustado ficou cerca de 2% acima das expectativas do mercado, segundo a avaliação citada por analistas.

O desempenho ocorreu em meio a dificuldades econômicas e a riscos para o transporte de energia. O Produto Interno Bruto (PIB) real da Arábia Saudita encolheu 3,8% no trimestre, enquanto as atividades petrolíferas caíram 20,4% em um ano, de acordo com a Autoridade Geral de Estatísticas do país.

O conflito entre Estados Unidos e Irã restringiu o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, passagem por onde costumava ser transportado um quinto dos fluxos globais de petróleo e gás natural. Para manter as exportações, a Aramco ampliou o uso do Oleoduto Leste-Oeste, que leva petróleo dos campos da Província Oriental até o porto de Yanbu, no Mar Vermelho.

Em setembro, as exportações da companhia alcançaram o maior volume mensal desde o início das hostilidades, em fevereiro, segundo analistas. O oleoduto, porém, ficou parado temporariamente por cerca de duas semanas após ataques com drones. A Aramco afirmou que, até o fim de setembro, os ataques houthis contra suas instalações não haviam causado impactos materiais em seu balanço, mas observou que os episódios mais severos ocorreram em outubro.

A estatal iniciou trabalhos preliminares para ampliar a capacidade de transporte do oleoduto e aumentar o armazenamento de petróleo bruto. O presidente-executivo da companhia, Amin H. Nasser, disse que a empresa também avalia ampliar a estocagem no exterior e criar rotas alternativas de exportação para reduzir riscos operacionais e geopolíticos.

A Aramco prevê que os investimentos em gás acrescentem entre US$ 12 bilhões e US$ 15 bilhões ao fluxo de caixa operacional anual até 2030. A empresa planeja aumentar a produção de gás em 80% entre 2021 e 2030; a oferta adicional pode liberar quase um milhão de barris por dia de combustíveis líquidos para exportação, substituindo seu uso na geração de energia, na indústria e na agricultura. Um executivo financeiro estimou retornos de 12% a 14% para os investimentos, respaldados por acordos com o governo.

Nasser também afirmou que países talvez precisem rever se reservas emergenciais de petróleo equivalentes a 90 dias de consumo são suficientes para enfrentar interrupções prolongadas. Ele alertou que a escassez persistente de derivados, especialmente diesel e querosene de aviação, pode causar perturbações na economia global.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também