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Domingo, 1 de novembro de 2026

OPEP+ mantém metas de produção de petróleo para dezembro

Sete países decidiram não alterar as cotas, enquanto a revisão da capacidade produtiva deve ser concluída até meados de novembro, antes da reunião sobre 2027.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Tanques de petróleo e um navio-tanque em um porto do Golfo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Tanques de petróleo e um navio-tanque em um porto do Golfo.
Resumo em 30 segundos

A OPEP+ manteve as metas de produção de petróleo para dezembro em reunião on-line de sete integrantes. A definição das cotas de 2027 deve ocorrer em encontro ministerial marcado para 29 de novembro, após a conclusão de uma revisão da capacidade produtiva dos membros. O grupo ainda mantém cortes de oferta previstos até o fim de 2026.

A OPEP+ manteve neste domingo (1º) as metas de produção de petróleo para dezembro. A decisão foi tomada em reunião on-line por sete integrantes do grupo: Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã. A definição das cotas para 2027 deve ficar para uma reunião ministerial marcada para 29 de novembro.

A OPEP+ reúne a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e países aliados, entre eles a Rússia. Nos últimos anos, as decisões mensais sobre a produção têm sido conduzidas por esse grupo de sete países e pelos Emirados Árabes Unidos, que deixaram a organização em maio. A próxima reunião de todos os 21 integrantes está prevista para o fim de novembro.

Os sete produtores vêm elevando suas metas ao longo de 2026. Em setembro, concluíram a reversão gradual de um corte de oferta de 1,65 milhão de barris por dia, acordado inicialmente em 2023. Ainda há, porém, outra rodada de cortes, de cerca de 2 milhões de barris diários, que envolve a maioria dos membros e está prevista para durar até o fim deste ano.

Apesar do aumento das metas, a maior parte dos sete países produz abaixo dos níveis definidos. As exportações dos integrantes do Golfo também foram afetadas por meses de guerra contra o Irã. A interrupção de projetos de expansão da capacidade no Oriente Médio aumenta a incerteza sobre quanto cada país poderá produzir no futuro.

Antes de estabelecer as referências que determinarão as cotas de 2027, a OPEP+ precisa concluir uma revisão da capacidade produtiva dos membros. A análise estava prevista para o quarto trimestre e deve ser finalizada até meados de novembro. As metas de referência orientam as cotas futuras e os planos para retirar os cortes de oferta ainda em vigor.

O mercado também acompanha os efeitos da guerra e a possibilidade de que o fornecimento pelo Estreito de Ormuz se recupere. A Agência Internacional de Energia e outras instituições projetam risco de excesso de oferta em 2027 caso os fluxos do Golfo retornem ao normal. Na sexta-feira, o petróleo Brent subiu mais de 2% e encerrou perto de US$ 118 por barril, maior cotação desde abril.

Para Jorge Leon, analista da Rystad, a reunião deste domingo teve uma decisão simples, enquanto a definição para 2027 será mais difícil. Ele afirmou que o grupo terá de considerar a incerteza sobre a guerra, a retomada do tráfego pelo Estreito de Ormuz e o volume de petróleo que poderá voltar ao mercado.

Para entender

OPEP+
Aliança formada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e por países produtores aliados. O grupo coordena decisões sobre oferta de petróleo, incluindo metas e cortes de produção.
Estreito de Ormuz
Passagem marítima entre o golfo Pérsico e o golfo de Omã, usada no transporte de petróleo e outros produtos. A circulação nessa rota é relevante para o abastecimento dos mercados globais.

Fontes: Folha de S.Paulo

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