Rodrigo Santos morre em troca de tiros durante operação no Chapadão
A ação do 41º BPM buscava retirar barricadas e combater roubos; o tiroteio também afetou o funcionamento de oito escolas municipais da região.
Resumo em 30 segundos
Rodrigo Santos, conhecido como Pará, morreu após ser baleado durante uma operação da Polícia Militar na comunidade Via Light, no Complexo do Chapadão, no Rio. A PM informou que agentes foram recebidos a tiros. Santos tinha quatro mandados de prisão, incluindo um por suspeita de envolvimento na morte de um barbeiro em 2025.
Rodrigo Santos, de 41 anos, conhecido como Pará, morreu nesta terça-feira durante uma troca de tiros com policiais militares na comunidade Via Light, no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio. Segundo a Polícia Militar, os agentes participavam de uma operação para retirar barricadas quando foram recebidos a tiros. O homem tinha mandados de prisão em aberto, entre eles um expedido por suspeita de participação no assassinato de um barbeiro em 2025.
A operação foi realizada por policiais do 41º Batalhão de Polícia Militar (BPM), dentro da ação Barricada Zero. A corporação informou que o trabalho também buscava combater roubos de cargas e veículos e recuperar automóveis roubados ou clonados. O tiroteio afetou o funcionamento de oito escolas municipais da região.
Com Santos, os policiais apreenderam uma pistola calibre 9 milímetros com numeração raspada, um carregador, cinco munições e um detector de drones, segundo a PM. A corporação afirmou que ele foi encontrado baleado após o confronto.
Santos tinha quatro mandados de prisão expedidos pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por diferentes crimes. Um deles foi determinado em 8 de julho de 2026 pela 4ª Vara Criminal do Rio, que também decretou a prisão preventiva de outras quatro pessoas. O grupo era suspeito de envolvimento na morte de Fábio Oliveira Fortes, de 26 anos.
O barbeiro foi baleado em 1º de maio de 2025, por volta das 8h20, enquanto conversava com um amigo diante de sua barbearia, no Morro do Chaves, no Complexo da Pedreira. Segundo o processo, homens armados chegaram de carro e um deles disparou contra os dois. O amigo conseguiu fugir, mas Fortes foi atingido. Ele passou por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Costa Barros e depois foi levado ao Hospital Souza Aguiar, onde morreu.
A investigação aponta que o crime ocorreu em meio a disputas territoriais entre o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP), facções que atuam em áreas dos complexos do Chapadão e da Pedreira, em Costa Barros. De acordo com a acusação, Fortes não tinha ligação com o crime e teria sido atacado por trabalhar em uma área controlada por um grupo rival.
Ao decretar as prisões preventivas, o juiz afirmou que havia indícios de vínculos dos denunciados com uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas na região e de que alguns ocupavam posições de liderança. A decisão determinou a prisão dos cinco suspeitos; a existência de mandados não equivale a condenação. Em processos judiciais, a prisão preventiva é uma medida cautelar aplicada antes do julgamento, e a responsabilidade criminal depende de decisão da Justiça.