Rio de Janeiro registra 211 casos de mpox em 2026
O número estadual supera os 119 casos de todo o ano passado; na capital, são 167 registros até 29 de outubro, ante 94 em 2025.
Resumo em 30 segundos
O estado do Rio de Janeiro confirmou 211 casos de mpox até 1º de novembro de 2026, acima dos 119 registrados em todo o ano anterior. Na capital, foram 167 casos até 29 de outubro, ante 94 em 2025. Não houve mortes nos períodos comparados. A vacinação pelo SUS é indicada a grupos específicos.
O Rio de Janeiro confirmou 211 casos de mpox até 1º de novembro de 2026, acima dos 119 registrados durante todo o ano de 2025, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. Não houve mortes em nenhum dos dois períodos. Na capital, o painel epidemiológico municipal contabilizava 167 casos até 29 de outubro, ante 94 em todo o ano passado.
A secretaria afirmou que acompanha de perto a evolução dos casos no estado. A mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus; o nome substituiu “varíola dos macacos” no fim de 2022, em uma mudança anunciada pela Organização Mundial da Saúde para reduzir o estigma e padronizar a denominação.
Entre os sintomas estão febre, dores no corpo, prostração e aumento dos gânglios. As lesões na pele costumam aparecer três ou quatro dias depois. Na maioria dos casos, a doença evolui para cura espontânea, mas o comprometimento do sistema imunológico é o principal fator associado a quadros graves. Não há medicamento específico para tratar a infecção.
A recomendação de prevenção destacada pela secretaria é evitar contato com pessoas que apresentem sinais ou sintomas suspeitos. A vacina contra mpox é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a grupos específicos: profissionais de laboratório que trabalham com o vírus, pessoas com HIV ou aids e imunossupressão e pessoas que tiveram contato direto de médio ou alto risco com um caso suspeito ou confirmado, após avaliação da vigilância em saúde.
A vacinação, portanto, não é uma oferta geral para toda a população: a indicação segue as recomendações do Ministério da Saúde e considera a exposição ao vírus e condições clínicas específicas. O contato de risco deve ser avaliado pela vigilância em saúde, que orienta a conduta adequada para cada situação.
O total estadual de 2026 já ultrapassou o de 2025 antes do fim do ano. Na capital, a contagem também supera o número acumulado no ano passado, embora o dado municipal esteja atualizado até 29 de outubro, enquanto o balanço estadual considera casos até 1º de novembro.