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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Relatório aponta piora da perseguição a cristãos em 55% dos países

Documento analisa 18 países entre agosto de 2024 e junho de 2026 e relata violência, deslocamentos e restrições religiosas em diferentes regiões.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Interior de uma igreja simples, com bancos de madeira e luz entrando pela janela. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Interior de uma igreja simples, com bancos de madeira e luz entrando pela janela.
Resumo em 30 segundos

Relatório da Ajuda à Igreja que Sofre afirma que a perseguição a cristãos piorou em 55% dos 18 países avaliados entre agosto de 2024 e junho de 2026, sem melhora em nenhum deles. O documento cita casos na China, Nicarágua e Irã e destaca a violência extremista na África Subsaariana.

A perseguição a cristãos piorou em 55% dos países avaliados por um relatório da Ajuda à Igreja que Sofre (ACN, na sigla em inglês) do Reino Unido. Nenhum dos países analisados apresentou melhora no período entre agosto de 2024 e junho de 2026, segundo o documento, que examina 18 países da África, da Ásia, do Oriente Médio e da América Latina.

Intitulado “Perseguidos e Esquecidos?”, o relatório descreve deslocamentos forçados, violência motivada por religião e ações de grupos extremistas e governos contra comunidades cristãs. A ACN estima que 220 milhões de cristãos estejam diretamente expostos à perseguição no mundo.

Os casos de assédio anticristão foram registrados em 165 países em 2023, ante 160 em 2021, segundo os dados mais recentes do Pew Research Center citados no documento. O termo abrange situações que vão de agressões verbais a assassinatos. John Pontifex, chefe de imprensa da ACN no Reino Unido, afirmou que cristãos sofrem discriminação, opressão ou perseguição em mais países do que qualquer outro grupo religioso.

O relatório aponta medidas contra comunidades cristãs na China, onde as autoridades buscam aproximar a doutrina religiosa dos princípios comunistas. Entre as ações descritas estão detenções em massa, prisões de religiosos por questões legais, fechamento de igrejas e controle de conteúdo religioso na internet.

Na Nicarágua, o documento relata prisões e expulsões de clérigos, impedimentos a ordenações religiosas e confisco de instituições ligadas à Igreja. Também registra restrições à entrada de pessoas no país com Bíblias. No Irã, as prisões de cristãos teriam dobrado em 12 meses, durante o aumento da repressão.

A África Subsaariana recebe atenção especial no relatório. Nigéria, Burkina Faso, Mali e Níger são citados entre os locais com ataques extremistas mais graves, em uma comparação com o período de maior violência do Daesh, também conhecido como Estado Islâmico, no Oriente Médio.

Na região do Sahel, a violência jihadista ampliou o controle de grupos militantes. Pontifex afirmou que eles impõem costumes religiosos a moradores, como o uso de véu pelas mulheres e o crescimento de barba pelos homens. Quem se recusa pode ser expulso ou executado publicamente, segundo ele. Nas localidades em que cristãos podem praticar sua fé, disse, as atividades ficam restritas ao interior das igrejas e não podem ser ensinadas às crianças.

Pontifex pediu que governos e a Organização das Nações Unidas (ONU) cumpram plenamente o Artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que protege a liberdade de pensamento, consciência e religião. Ele afirmou que a medida busca impedir sequestros e perda de empregos motivados pela fé, além de punições baseadas em leis de blasfêmia aplicadas de forma arbitrária.

Caroline Hull, diretora nacional da ACN no Reino Unido, disse que as pessoas afetadas enfrentam escolhas entre manter a fé e sofrer consequências, como a separação dos filhos ou a permanência na prisão. Em outubro de 2025, o papa Leão XIV chamou a liberdade religiosa de “uma pedra angular de qualquer sociedade justa”, ao receber uma delegação da instituição.

A ACN é uma organização católica que presta apoio a cristãos em situações de perseguição, opressão ou necessidade pastoral. Em 18 de novembro, a entidade realizará a 10ª edição de sua campanha #RedWednesday, voltada à conscientização sobre a perseguição a cristãos no mundo.

Fontes: Gazeta do Povo

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