Rebeca Andrade conquista tricampeonato mundial no salto em Roterdã
Com média de 14,466 pontos, brasileira supera as americanas Claire Pease e Skye Blakely e chega a dez medalhas em Campeonatos Mundiais.
Resumo em 30 segundos
Rebeca Andrade venceu a final do salto no Mundial de ginástica artística de Roterdã, com média de 14,466 pontos. As americanas Claire Pease e Skye Blakely ficaram com a prata e o bronze. Com o tricampeonato no aparelho, a brasileira chegou a dez medalhas em Mundiais. Flávia Saraiva ainda disputa a final da trave neste domingo.
Rebeca Andrade conquistou neste sábado (24) a medalha de ouro na final do salto do Mundial de ginástica artística, em Roterdã, na Holanda. Com média de 14,466 pontos, a brasileira tornou-se tricampeã mundial do aparelho e chegou a dez medalhas em Campeonatos Mundiais, ao longo de quatro participações.
A ginasta recebeu 14,400 pontos no primeiro salto, um Yurchenko com dupla pirueta, e 14,133 no segundo, um Lopez. A soma das notas, dividida por dois, resultou na média que garantiu o título. As americanas Claire Pease, com 14,233, e Skye Blakely, com 14,166, ficaram com a prata e o bronze, respectivamente.
Foi a terceira vez que Rebeca venceu o salto em um Mundial. Ela também levou o ouro em Kitakyushu, no Japão, em 2021, e na Antuérpia, na Bélgica, em 2023. A brasileira havia obtido a melhor nota da classificatória, disputada na segunda-feira (19), com 14,533 pontos, segundo a pontuação divulgada para a etapa.
Com o resultado em Roterdã, Rebeca soma quatro ouros, quatro pratas e dois bronzes em Mundiais. Antes desta edição, seus títulos eram dois no salto e um no individual geral, conquistado em Liverpool, em 2022. A ginasta também tem seis medalhas olímpicas: dois ouros, três pratas e um bronze.
A final marcou o retorno de Rebeca ao Mundial depois de ficar fora da edição de 2025, em Jacarta, na Indonésia. Ela não competia oficialmente desde 2024, quando participou dos Jogos de Paris e do Campeonato Brasileiro. A volta às competições ocorreu em junho deste ano, com ouro no salto no Pan-Americano de ginástica artística, no Rio de Janeiro.
Em agosto de 2025, Rebeca anunciou que deixaria de competir no solo. A decisão foi motivada por dores e pela necessidade de preservar a saúde após cinco cirurgias no joelho. O solo envolve impactos nas aterrissagens, enquanto o salto é disputado com uma corrida seguida de impulsão sobre o aparelho e execução de acrobacias.
O Mundial de Roterdã ainda terá uma final para o Brasil. Flávia Saraiva disputa a trave neste domingo (25), a partir das 10h, no horário de Brasília, depois de avançar com a terceira melhor nota da classificatória. Ela conquistou ouro no aparelho na etapa da Copa do Mundo realizada na Hungria, em setembro.
Na competição por equipes, a seleção feminina brasileira terminou em quinto lugar e não assegurou vaga antecipada nos Jogos de Los Angeles-2028. A equipe, porém, estará no Mundial de 2027, em Chengdu, na China, que distribuirá mais nove vagas olímpicas. No individual geral em Roterdã, Flávia ficou em 12º lugar e Lorrane Oliveira, em 21º; a equipe masculina não avançou a nenhuma final.