Brasil disputa final por equipes do Mundial de Ginástica Artística
A seleção terminou a classificatória em oitavo lugar e precisa ficar entre as três melhores para garantir vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.
Resumo em 30 segundos
O Brasil disputa nesta quarta-feira a final por equipes do Mundial de Ginástica Artística, em Roterdã. A seleção avançou em oitavo lugar, com 159.131 pontos, e precisa terminar entre as três primeiras para garantir vaga olímpica. Rebeca Andrade pode apresentar o salto Cheng, enquanto a equipe busca melhorar notas na trave e no solo.
O Brasil disputa nesta quarta-feira a final por equipes do Campeonato Mundial de Ginástica Artística, em Roterdã, na Holanda. A seleção avançou à decisão em oitavo lugar e enfrenta China, Estados Unidos, Rússia, Itália, Japão, França e Canadá, em busca de uma das três medalhas, que garantem vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.
Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira, Rebeca Andrade, Sophia Weisberg e Thais Fidélis somaram 159.131 pontos nas classificatórias. A diferença para a Grã-Bretanha, que ficou fora da final, foi inferior a dois décimos. A China liderou, com 164.996 pontos, seguida pelos Estados Unidos, com 164.529, e pela Rússia, com 163.662.
O resultado brasileiro foi composto por 39.200 pontos nas barras assimétricas, 40.933 na trave, 37.332 no solo e 40.266 no salto. Para chegar ao pódio, a equipe precisará elevar as notas e evitar quedas. A escalação para a final pode mudar em relação à fase classificatória e só será conhecida nesta quarta-feira.
Rebeca, principal nome do Mundial, competiu em apenas dois aparelhos na classificação. Ela obteve 14.400 no salto e avançou à final individual da prova. Também pode incluir na decisão por equipes o Cheng, salto de alta dificuldade que não apresentou na classificatória. Com esse movimento, foi campeã em Tóquio-2020, no Mundial de Kitakyushu-2021 e no Mundial de Antuérpia-2023.
A trave e o solo estão entre os aparelhos em que o Brasil busca melhorar. Rebeca caiu na trave durante a classificação, enquanto o solo foi o aparelho de menor pontuação da equipe. Flávia, por sua vez, alcançou 14.400 na trave e se classificou para a final. Ela também disputará a decisão do individual geral, competição que reúne os resultados de uma ginasta nos quatro aparelhos.
“Fiquei satisfeita com a série de trave, a gente ainda tem mais uma sequência que pode aumentar a nota de partida. Estamos usando algumas estratégias. Não fiquei tão satisfeita com o meu solo, nem com o meu salto, mas acontece. Agora é focar no que eu posso fazer e não no que já passou”, disse Flávia após as classificatórias.
Sophia Weisberg, em seu primeiro Mundial por equipes, teve duas quedas, nas barras e no salto. Ela acertou o solo, mas a nota não foi usada na soma da equipe. Lorrane, que voltou a competir nos quatro aparelhos, contribuiu com as maiores notas brasileiras nas barras assimétricas e no solo e também se classificou para a final do individual geral.
O treinador Francisco Porath, conhecido como Chico, afirmou que a equipe reúne atletas experientes e jovens. Segundo ele, essa combinação contribui para o desenvolvimento do grupo. Porath também disse que o Mundial integra a preparação para Los Angeles, com a classificação olímpica projetada para o Mundial de 2027.
A China chega à final na liderança, mas com erros nas barras e no solo. A equipe teve sua melhor rotação na trave, onde Qingying Zhang marcou 15.100. Os Estados Unidos também cometeram falhas no solo e na trave, enquanto a Rússia terminou em terceiro apesar de não contar com três ginastas importantes, que tiveram os vistos negados para entrar na Holanda. As atletas russas competem sob a designação neutra World Gymnastics 2.
A final também marca uma oportunidade para a China tentar interromper o domínio norte-americano no torneio feminino por equipes, que dura 16 anos. O Japão, sexto colocado na classificação, busca voltar ao pódio mundial, algo que uma equipe feminina do país não consegue desde 1966. França, Canadá e Itália completam a disputa; as italianas tiveram as maiores notas nas barras assimétricas e na trave durante a classificatória.
Para entender
- Final por equipes
- Na ginástica artística por equipes, as atletas competem em aparelhos como salto, barras assimétricas, trave e solo. As notas válidas são somadas para determinar a classificação das seleções. A escalação e o número de apresentações consideradas podem variar conforme as regras da competição.