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Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Rafael Greca sinaliza apoio a Lula no segundo turno presidencial

O ex-prefeito de Curitiba não declarou formalmente o voto, mas defendeu que a escolha considere os interesses nacionais e divergiu de aliados no Paraná.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Rafael Greca conversa com músicos em um encontro cultural. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Rafael Greca conversa com músicos em um encontro cultural.
Resumo em 30 segundos

Rafael Greca sinalizou apoio à reeleição de Lula durante uma conversa com músicos, na segunda-feira (19), sem declarar formalmente o voto. Ele criticou a possibilidade de subordinação do Brasil aos Estados Unidos e relacionou educação, cultura e recursos minerais à escolha presidencial. Aliados de Greca no Paraná apoiam Flávio Bolsonaro.

O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) sinalizou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A manifestação ocorreu na segunda-feira (19), durante uma conversa com músicos, e foi divulgada nas redes sociais; Greca não declarou formalmente seu voto.

No discurso, Greca defendeu que a escolha considere os interesses nacionais, acima das disputas ideológicas. Ele criticou a possibilidade de o Brasil ficar subordinado aos Estados Unidos e disse temer consequências para políticas de educação e cultura. Também mencionou a influência estrangeira sobre recursos minerais, especialmente as terras raras, usadas em tecnologias como equipamentos eletrônicos e veículos elétricos.

“Eu não posso me calar, porque, se eu me calasse, as pedras falariam. As pedras falariam da vossa omissão, do nosso medo, da nossa vergonha de querermos aceitar que a ideologia manda na gente. Não tem ideologia na música, não tem música de direita nem de esquerda, porque o gaiteiro, para tocar, precisa das duas mãos: a direita e a esquerda. Quem é que toca só com uma mão?”, disse.

Para justificar sua posição, Greca citou a tradição política de Leonel Brizola e os educadores Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira, associados à defesa da educação pública. Ele também mencionou a Lei Rouanet, mecanismo federal que permite a destinação de recursos para projetos culturais por meio de incentivos fiscais, e relacionou o financiamento público das artes à escolha para a Presidência.

O posicionamento contrasta com o de aliados políticos do ex-prefeito no Paraná. Greca foi candidato a vice-governador na chapa de Sandro Alex (PSD), apoiada pelo governador Ratinho Junior (PSD). Depois do primeiro turno, Ratinho e Sandro manifestaram apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

O presidente estadual do MDB, deputado federal Sérgio Souza, também declarou apoio a Flávio após a primeira etapa da eleição. A posição do partido no Paraná havia sido definida em reunião do diretório estadual. Assim, a sinalização de Greca diverge tanto da orientação partidária no estado quanto da escolha anunciada por integrantes da chapa que ele compôs.

Greca governou Curitiba por três mandatos. Questionado nesta terça-feira (20) sobre a manifestação, ele informou que não pretende comentar o assunto neste momento.

A declaração ocorre na disputa do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. As eleições presidenciais não alteram a escolha de governador ou senador no Paraná, que é feita em votações estaduais; a manifestação de Greca trata da corrida nacional.

Fontes: Gazeta do Povo, Valor Econômico, O Globo

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