Pular para o conteúdo
Domingo, 4 de outubro de 2026

Sergio Moro é eleito governador do Paraná no primeiro turno

Com 99,87% das urnas apuradas, ele obteve 50,11% dos votos válidos; Sandro Alex ficou em segundo, com 25,35%, e Requião Filho, em terceiro.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Sergio Moro em evento público após ser eleito governador do Paraná. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Sergio Moro em evento público após ser eleito governador do Paraná.
Resumo em 30 segundos

Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná no primeiro turno, com 50,11% dos votos válidos após 99,87% das urnas serem apuradas. Sandro Alex (PSD) ficou com 25,35% e Requião Filho (PDT), com 23,47%. Moro deixará o Senado e assumirá seu primeiro cargo eletivo no Executivo em 2027.

Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná no primeiro turno neste domingo (4), após superar Sandro Alex (PSD), candidato apoiado pelo atual governador Ratinho Junior, e Requião Filho (PDT). Com a vitória, Moro deixará o Senado e assumirá, pela primeira vez, um cargo eletivo no Poder Executivo. Seu vice é o empresário Edson Vasconcelos, também do PL.

Com 99,87% das urnas apuradas, Moro tinha 50,11% dos votos válidos, ante 25,35% de Sandro Alex e 23,47% de Requião Filho. Os percentuais consideram apenas votos dados a candidatos, sem incluir brancos e nulos. A eleição se encerrou no primeiro turno porque Moro ultrapassou a metade dos votos válidos.

O resultado representa a derrota do grupo político de Ratinho Junior, que governou o Paraná por dois mandatos e escolheu Sandro Alex para tentar manter a sucessão estadual. A definição do candidato ocorreu após divergências internas e a consideração de outros nomes, entre eles Guto Silva, Alexandre Curi, Rafael Greca e o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel. Greca acabou como vice de Sandro Alex.

Moro havia anunciado a pré-candidatura ao governo em 2025, ainda pelo União Brasil. A candidatura enfrentou resistência do Progressistas dentro da Federação União Progressista, e o senador se filiou ao PL para viabilizar a disputa. Com a mudança, aproximou-se de Flávio Bolsonaro e integrou a aliança estadual com Novo e Podemos.

A campanha teve confrontos entre Moro e o grupo de Sandro Alex, especialmente na reta final. Ratinho Junior participou de agendas e propagandas do candidato apoiado por seu grupo e também criticou Moro. O senador, por sua vez, procurou associar sua candidatura ao governador, mas essa aproximação foi contestada por Ratinho. Moro também contou com o apoio de Flávio Bolsonaro, enquanto Requião Filho concorreu com o respaldo do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A chapa de Requião Filho reuniu PDT, PT e Solidariedade. O PT indicou Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha para as vagas ao Senado, enquanto Michele Caputo foi escolhido para vice. Requião Filho, que havia sido eleito deputado estadual pelo PT em 2022, deixou o partido e se filiou ao PDT para disputar o governo.

Moro ganhou projeção nacional como juiz da 13ª Vara Criminal de Curitiba, onde atuou em processos da Operação Lava Jato. Depois, foi ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Jair Bolsonaro, entre janeiro de 2019 e abril de 2020, e eleito senador em 2022. No Senado, sua cadeira será ocupada pelo primeiro suplente, Luis Felipe Cunha, advogado e empresário.

A partir de 2027, Moro terá de construir apoio na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que durante os dois mandatos de Ratinho Junior aprovou os principais planos do governo. A nova gestão deverá lidar com uma base legislativa formada sob a influência do grupo derrotado na eleição, e os primeiros meses indicarão o grau de apoio que o governador eleito conseguirá reunir.

Fontes: Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo, O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também