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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Rachel Apa morre após desmaiar na Maratona de Nova York

A família atribui a morte à rabdomiólise, lesão muscular que pode surgir após esforço intenso; veja sintomas, tratamento e formas de prevenção.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Corredores passam por um posto de atendimento médico durante uma maratona em Nova York. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Corredores passam por um posto de atendimento médico durante uma maratona em Nova York.
Resumo em 30 segundos

Rachel Apa, de 24 anos, morreu horas depois de desmaiar perto do fim da Maratona de Nova York. A família informou que a causa foi rabdomiólise, condição em que fibras musculares se rompem e liberam substâncias no sangue. O quadro pode afetar os rins e o coração e exige avaliação médica diante de sintomas compatíveis.

Rachel Apa, americana de 24 anos, morreu no domingo (1º) após desmaiar perto do fim da Maratona de Nova York, nos Estados Unidos. A família informou que a causa foi rabdomiólise, uma lesão muscular que pode liberar substâncias na corrente sanguínea e comprometer órgãos como os rins e o coração.

Apa foi atendida no percurso e recebeu manobras de reanimação, mas morreu horas depois no hospital. Era sua primeira maratona. Ex-jogadora de hóquei sobre grama pela Bucknell University, na Pensilvânia, ela treinou durante meses para a prova e corria para arrecadar fundos para pesquisas sobre a doença de Parkinson, em homenagem ao avô.

A rabdomiólise ocorre quando fibras musculares se rompem e liberam no sangue componentes que normalmente ficam dentro das células, entre eles mioglobina, potássio, fósforo e creatinofosfoquinase (CK, também chamada de CPK). Em grandes quantidades, essas substâncias podem afetar o funcionamento do organismo. A mioglobina pode lesar os rins e levar a insuficiência renal aguda; o excesso de potássio pode provocar arritmias cardíacas.

O quadro não é exclusivo de atletas nem acontece apenas durante maratonas. Pode ser provocado por esforço físico intenso ou incomum, mas também por acidentes com lesões musculares, esmagamentos, calor extremo, determinados medicamentos, álcool e drogas. Infecções recentes e algumas condições de saúde, como hipotireoidismo e alterações nos níveis de potássio, também podem elevar o risco.

Ter praticado esporte ou apresentar bom condicionamento cardiovascular não elimina a possibilidade de rabdomiólise. O corpo se adapta às atividades que realiza, e uma modalidade nova pode exigir músculos de maneira diferente. Pessoas sedentárias ou sem hábito de esforço prolongado também podem desenvolver a lesão após atividades como caminhadas longas ou muitas horas em pé.

Os sinais de alerta incluem dor muscular intensa e desproporcional ao exercício, inchaço ou endurecimento dos músculos, fraqueza e cansaço extremo. A dor pode piorar nas 24 a 72 horas seguintes ao esforço. Urina escura, com aparência de chá, café ou refrigerante de cola, é outro indício importante; também pode haver redução do volume de urina, náuseas e mal-estar.

A cor da urina, porém, não é o único critério para suspeitar da condição: em quadros mais leves, ela pode não escurecer, embora a dor intensa permaneça. O diagnóstico é feito com exames de sangue, que medem a CK e avaliam a função renal e os eletrólitos, como o potássio. Diante de sintomas compatíveis, a recomendação é interromper o exercício e buscar avaliação médica, pois a evolução pode exigir atendimento rápido.

O tratamento depende da gravidade e costuma incluir líquidos administrados pela veia, para proteger os rins e ajudar a eliminar as substâncias liberadas pelos músculos. A equipe médica acompanha exames de CK, creatinina e eletrólitos. Uma parcela dos pacientes pode precisar de diálise temporária se houver insuficiência renal; quando o inchaço muscular comprime vasos e nervos — situação chamada síndrome compartimental —, pode ser necessária uma cirurgia.

Para reduzir o risco durante a prática esportiva, especialistas recomendam aumentar gradualmente a carga, o volume e a intensidade dos treinos, sobretudo ao iniciar uma atividade ou voltar após uma pausa. Hidratação adequada e cuidados extras em dias quentes também são importantes. É indicado evitar exercício durante febre, gripe ou logo após uma infecção e informar médicos e treinadores sobre o uso contínuo de medicamentos.

A orientação não é deixar de se exercitar, mas adaptar a atividade à preparação de cada pessoa e reconhecer sintomas que exijam atendimento. Depois de um episódio de rabdomiólise, o retorno aos treinos deve ser gradual e acompanhado. Casos recorrentes podem levar a uma investigação de doenças musculares ou predisposições genéticas.

Fontes: Zero Hora, Estadão, Folha de S.Paulo

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