PSB e PDT apoiam recondução de Hugo Motta na Câmara
A decisão amplia para 12 o número de partidos favoráveis ao atual presidente, enquanto o PL defende lançar um candidato próprio em fevereiro.
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PSB e PDT anunciaram apoio à tentativa de Hugo Motta de permanecer na presidência da Câmara. Com as duas adesões, 12 partidos somam 266 deputados na próxima legislatura, embora o voto secreto não garanta que todos apoiem Motta. O PL, que terá a maior bancada, defende lançar um concorrente; o PT ainda não decidiu.
O PSB e o PDT decidiram nesta quarta-feira, 21 de outubro, apoiar a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados, cuja eleição está prevista para fevereiro. Com as duas adesões, a candidatura reúne o apoio de 12 partidos e amplia a dificuldade do PL para articular um nome concorrente.
O bloco que já apoiava Motta inclui União Brasil, PP, PSD, MDB, Republicanos, PSDB, Cidadania, Podemos, Solidariedade e PRD. Essas siglas, junto com PSB e PDT, somariam 266 deputados na próxima legislatura, segundo a composição prevista. A Câmara tem 513 integrantes, e a eleição exige votos de metade dos votantes; como a escolha é secreta, o apoio dos partidos não garante que todos os deputados votarão no atual presidente.
O PL elegeu a maior bancada e terá 121 deputados a partir do próximo ano. A sigla defende lançar um candidato para disputar a presidência da Casa. Entre os nomes lembrados estão o líder do partido, Sóstenes Cavalcante (RJ), e o atual primeiro vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (RJ).
A eleição da presidência da Câmara define quem conduzirá os trabalhos legislativos e terá papel central na organização das votações e na relação da Casa com os demais Poderes. Motta foi eleito para o cargo em 2024 com apoio de partidos de diferentes campos políticos, do PT ao PL, e articula a tentativa de permanecer no posto desde o início deste ano.
O PSB reuniu seus deputados em Brasília para decidir o apoio. O líder da bancada, Jonas Donizette (SP), afirmou que a antecipação da posição buscou levar em conta a futura composição do Congresso e o crescimento da direita. Segundo ele, é necessário preservar o equilíbrio entre os Poderes, independentemente do resultado da eleição presidencial.
O deputado Dorinaldo Malafaia (AP), que representou o PDT no encontro, disse que Motta apoiou pautas trabalhistas defendidas pelo partido, entre elas o fim da escala 6x1. Malafaia afirmou que o presidente da Câmara pode atuar como “ponto de equilíbrio” diante de um Parlamento que, segundo ele, será mais conservador.
O PT ainda não definiu oficialmente seu posicionamento. Parlamentares petistas discutiram a possibilidade de apoiar Motta em uma reunião na terça-feira, e a expectativa é que o tema seja levado à bancada na próxima semana. O anúncio pode ampliar a aliança em torno do atual presidente.
Motta também mobilizou aliados para buscar votos entre os deputados que assumirão seus mandatos pela primeira vez no próximo ano. A articulação ocorre após sua aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha eleitoral, movimento que gerou contrariedade no PL e impulsionou a defesa de uma candidatura própria pelo partido.