Pular para o conteúdo
Sábado, 10 de outubro de 2026

PL mira presidência da Câmara com Sóstenes e Altineu em 2027

Os dois deputados do Rio são cotados para a disputa se Flávio Bolsonaro vencer a eleição presidencial, mas precisarão buscar apoio de outros partidos.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Plenário da Câmara dos Deputados com parlamentares conversando ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Plenário da Câmara dos Deputados com parlamentares conversando ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Sóstenes Cavalcante e Altineu Côrtes aparecem como possíveis nomes do PL para presidir a Câmara em 2027, em caso de vitória de Flávio Bolsonaro. O partido elegeu 121 deputados, mas a votação interna dependerá de alianças além da própria bancada. Os dois enfrentam resistências distintas entre partidos e grupos políticos.

Os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Altineu Côrtes, ambos do PL do Rio de Janeiro, são apontados como possíveis candidatos à presidência da Câmara em 2027, caso Flávio Bolsonaro vença a disputa presidencial. A corrida ainda está no início, e o senador não indicou a aliados como pretende atuar na eleição para o comando da Casa, atualmente presidida por Hugo Motta, do Republicanos.

Sóstenes já sinaliza interesse em disputar o posto, enquanto Altineu é citado como outro nome com força dentro do partido. Em uma conversa após o primeiro turno, Sóstenes brincou que o colega poderia escolher entre concorrer à presidência da Câmara ou à vaga aberta no Tribunal de Contas da União (TCU). O gesto também foi uma forma de reconhecer a proximidade de Altineu com Valdemar Costa Neto, presidente do PL.

A dimensão da bancada ajuda a explicar a movimentação. O PL elegeu 121 deputados, o maior número de uma legenda na Câmara desde os anos 1990, quando PMDB e PFL ultrapassaram a marca de cem parlamentares. O resultado fortalece a capacidade de negociação do partido, embora não garanta por si só a eleição de um de seus integrantes para a presidência da Casa.

Os dois possíveis candidatos ampliaram suas votações no Rio e obtiveram pouco mais de 170 mil votos cada. Altineu também teve um aliado político, o deputado estadual Douglas Ruas, eleito governador do estado após derrotar Eduardo Paes, do PSD. A vitória reforça a influência do grupo de Altineu no Rio, mas a disputa nacional pela Câmara depende de articulações entre bancadas e partidos.

Cada um, porém, enfrenta resistências diferentes. Sóstenes, ligado ao pastor Silas Malafaia, pode ter dificuldade para conquistar apoio de partidos de centro e de esquerda por causa dessa proximidade. Altineu, por sua vez, desagradou setores mais ideológicos do bolsonarismo ao apoiar um acordo com o deputado petista Odair Cunha para que ele disputasse uma vaga no TCU.

A eleição para o tribunal também aparece no histórico recente de Altineu. Ele havia considerado concorrer à vaga de Augusto Nardes, que se aposentou em junho, e trabalhou para que a escolha ocorresse no meio do ano. Hugo Motta adiou a disputa para dezembro. A decisão impediu que Arthur Lira, ex-presidente da Câmara, obtivesse a vaga caso não conseguisse se eleger senador por Alagoas.

Motta foi reeleito deputado, mas recebeu menos votos do que na eleição anterior: caiu de 158 mil em 2022 para 124 mil neste ano. Ele também não conseguiu eleger o pai, Nabor Wanderley, ex-prefeito, para o Senado na Paraíba. Esses resultados podem reduzir sua influência na definição do comando da Câmara em 2027, embora a escolha dependa das negociações que ocorrerão entre os parlamentares.

O crescimento do PL também provoca preocupação no Centrão, bloco formado por partidos que negociam apoio e participação nas decisões do Congresso. União Brasil, PP, PSD, MDB e Republicanos elegeram juntos 207 deputados, 19 a menos que os 226 obtidos pelas mesmas siglas quatro anos antes. A expansão do PL, portanto, ocorre enquanto esses partidos perdem cadeiras em conjunto.

Outro sinal de que o partido pode buscar posições de destaque veio do deputado Nikolas Ferreira (PL). Em entrevista à GloboNews, ele disse ter interesse em presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em um eventual governo Flávio Bolsonaro. A comissão analisa a constitucionalidade e a legalidade de propostas antes que elas avancem na Câmara; nos últimos dois anos, foi comandada por parlamentares do União Brasil.

A definição sobre a presidência da Câmara será feita pelos deputados, em votação interna, e exige que o candidato construa apoio para além da própria bancada. Por isso, o tamanho do PL é uma vantagem, mas as relações de Sóstenes e Altineu com outras siglas e com diferentes grupos da direita devem pesar na disputa. Até agora, não há indicação de qual nome Flávio Bolsonaro apoiaria caso vença a eleição presidencial.

Para entender

Centrão
Expressão usada para designar um conjunto variável de partidos que costuma negociar apoio e participação nas decisões do Congresso. Não é um bloco formal com composição fixa; sua influência depende das alianças e das votações em cada período.
Comissão de Constituição e Justiça
A CCJ é uma comissão permanente da Câmara dos Deputados que examina, entre outros temas, aspectos constitucionais e jurídicos de propostas legislativas. A comissão também pode discutir e votar matérias conforme as regras da Casa.

Fontes: O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também