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Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Hugo Motta articula apoio para continuar no comando da Câmara

O presidente recebeu o apoio formal do PSD e busca adesões de outras siglas; a eleição para o comando da Casa será em fevereiro de 2027.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, durante conversas entre parlamentares. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, durante conversas entre parlamentares.
Resumo em 30 segundos

Hugo Motta intensificou conversas com partidos para tentar permanecer na presidência da Câmara, cargo que será definido em fevereiro de 2027. O PSD declarou apoio, enquanto setores do PP e do União Brasil também deram sinalizações favoráveis. O PT ainda discutirá a posição, e o PL pode apoiar um nome alinhado ao bolsonarismo.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), intensificou nesta terça-feira (13) e nesta quarta-feira (14), em Brasília, as conversas com partidos para buscar apoio à reeleição ao comando da Casa, cujo novo presidente será escolhido em fevereiro de 2027. A articulação ocorre diante da expectativa de que o PL, que terá a maior bancada, tente eleger um nome alinhado ao bolsonarismo.

Motta recebeu formalmente o apoio do PSD na terça-feira. O líder da sigla, Antônio Brito (BA), era apontado como possível concorrente, e sua adesão pode facilitar a aproximação de outros partidos do centrão. O presidente da Câmara também se reuniu com lideranças e tinha conversas previstas com representantes de diferentes siglas nesta quarta.

O deputado obteve sinalizações de apoio de setores do PP e do União Brasil, que estão unidos em uma federação. A aliança é vista como alvo possível de investidas do PL, que terá 121 das 513 cadeiras da Câmara. Embora o deputado Doutor Luizinho (PP-RJ) seja mencionado como um possível candidato, parlamentares afirmam que ele não tem buscado apoio para disputar contra Motta.

O MDB também deve apoiar a reeleição. A bancada do partido terá 36 deputados a partir de 2027 e será liderada por Isnaldo Bulhões (AL), que mantém relação próxima com Motta. No PT, deputados indicaram apoio em reunião da bancada na terça, mas a decisão ainda deve ser discutida antes de ser oficializada. A expectativa é que PCdoB e PV, que integram a federação governista com o PT, acompanhem a posição.

As siglas PT, PCdoB, PV e PSB formam o núcleo da base governista e somam 88 deputados. Parlamentares governistas afirmam que o Planalto quer evitar que o próximo presidente da Câmara seja eleito com impulso do bolsonarismo. O comando da Casa pode influenciar a tramitação de projetos e a relação do Executivo com o Congresso, seja em um eventual novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seja em uma administração de Flávio Bolsonaro (PL), caso ele vença a eleição presidencial.

Motta também conversa com Solidariedade, Podemos e PSDB. A disputa ainda está em fase de articulação: os deputados eleitos só tomarão posse em fevereiro de 2027 e, então, escolherão os presidentes da Câmara e do Senado. A eleição para o comando da Casa depende dos votos dos parlamentares que compõem a nova legislatura.

A possível reeleição ocorre após o afastamento entre Motta e o PL, partido que apoiou sua eleição para a presidência. A sigla se irritou com a decisão de não pautar uma proposta de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A Câmara aprovou outra iniciativa, que previa redução de penas, mas ela foi suspensa por decisão do ministro Alexandre de Moraes.

A relação também foi afetada por votações de interesse do governo, entre elas a proposta de acabar com a escala de trabalho 6 por 1, aprovada pela Câmara em maio. Durante a campanha eleitoral, Motta apoiou Lula na Paraíba, gesto que desagradou bolsonaristas e gerou críticas de lideranças de centro. O Republicanos também tem integrantes alinhados ao bolsonarismo, mas interlocutores dizem que Motta conseguiu reduzir as divergências internas sobre sua candidatura.

Fontes: Folha de S.Paulo

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