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Sábado, 17 de outubro de 2026

Manifestantes entram em confronto com a polícia na Itália

Em Roma, dezenas de milhares participam de ato sindical, onde a CGIL anuncia greve geral para 20 de novembro, junto a uma paralisação estudantil europeia.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Manifestantes diante de policiais em uma praça de uma cidade italiana. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Manifestantes diante de policiais em uma praça de uma cidade italiana.
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Protestos estudantis e sindicais contra o custo de vida, os baixos salários e a insegurança no emprego terminaram em confrontos com a polícia em Bolonha e Milão. Pelo menos sete pessoas foram presas em Bolonha. Em Roma, a CGIL anunciou uma greve geral para 20 de novembro, ligada a uma mobilização estudantil europeia.

Manifestantes entraram em confronto com a polícia neste sábado em Bolonha e Milão, na Itália, durante protestos estudantis e sindicais contra o custo de vida, os baixos salários e a insegurança no emprego. Em Roma, dezenas de milhares de pessoas participaram de uma manifestação sindical, na qual o secretário-geral da Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL), Maurizio Landini, anunciou uma greve geral para 20 de novembro.

Os confrontos mais graves ocorreram nas proximidades da estação ferroviária de Bolonha. Grupos de jovens atiraram pedras, garrafas e outros objetos contra policiais, que usaram gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersá-los. Manifestantes também derrubaram bicicletas de aluguel e posicionaram barreiras metálicas na praça Medaglie d’Oro, em frente à estação.

Pelo menos sete pessoas foram presas durante os atos, segundo as autoridades. Outros jovens foram detidos perto de vias expressas. A região da estação ficou sob forte vigilância, com policiais usando capacetes e escudos antimotim.

Em Milão, houve confrontos na praça diante da catedral da cidade. A polícia lançou gás lacrimogêneo depois de ser atacada com pedras e outros objetos. Agentes também tentaram dispersar manifestantes encapuzados na Galleria Vittorio Emanuele II, centro comercial próximo à catedral, após grupos se separarem de uma marcha contra a alta do custo de vida.

Lojas fecharam as portas e turistas deixaram a região central. A estação de metrô Duomo foi fechada durante os confrontos, que deixaram feridos e levaram a novas prisões. A mobilização começou pela manhã, com palavras de ordem contra a alta dos preços; em Bolonha, um grupo se afastou da marcha principal e seguiu em direção à praça da estação, onde começaram os embates.

Em Roma, a manifestação sindical ocorreu na Piazza del Popolo. Landini vinculou a greve geral anunciada para 20 de novembro a uma greve estudantil europeia prevista para a mesma data. A paralisação deve ampliar a mobilização de trabalhadores e estudantes em torno de reivindicações salariais e trabalhistas.

Os atos estudantis ocorreram em várias cidades italianas e se somaram às manifestações sindicais. O calendário coincide com a preparação do governo para o debate orçamentário, enquanto sindicatos intensificam as cobranças por salários, emprego e direitos sociais. A greve geral anunciada para novembro será uma nova etapa da mobilização, após os protestos deste sábado.

Fontes: O Globo

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