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Segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Protestos na Europa levam Meloni a convocar reunião de segurança

Em Milão, cerca de 70 pessoas foram presas; na França, mobilizações por educação e custo de vida levaram a toque de recolher a partir desta segunda-feira.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Jovens participam de uma manifestação em uma rua de uma cidade europeia. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Jovens participam de uma manifestação em uma rua de uma cidade europeia.
Resumo em 30 segundos

Jovens protestaram em vários países europeus por problemas na educação e pelo custo de vida. Em Milão, houve confrontos, depredações e saques, e cerca de 70 pessoas foram presas. Na França, os atos também levaram a medidas de toque de recolher. Mobilizações na Espanha e em Portugal cobraram mudanças na área de habitação.

Jovens foram às ruas em vários países europeus para protestar contra problemas na educação e o aumento do custo de vida. Em Milão, na Itália, confrontos com a polícia, depredações e saques ocorreram no fim de semana nos arredores da Praça do Duomo, e cerca de 70 pessoas foram presas. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, convocou uma reunião de segurança para esta segunda-feira, 19 de outubro, para discutir a situação.

Os protestos também se espalharam pela França, Espanha, Portugal e Albânia, embora as reivindicações variem entre os países. Na França, estudantes criticam a falta de professores, as longas jornadas, as condições das salas de aula e o sistema de ingresso nas universidades. Os atos também reuniram manifestantes preocupados com o custo de vida, incluindo os preços dos combustíveis.

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, determinou toque de recolher em diversas regiões metropolitanas a partir da noite desta segunda-feira, após novos distúrbios e saques. Entre domingo à noite e a madrugada de segunda, grupos incendiaram lixeiras, bicicletas e outros objetos e invadiram estabelecimentos em Paris, Lyon, Marselha e outras cidades.

Desde o início dos protestos na França, no mês passado, foram realizadas 110 marchas, com público estimado entre 550 mil e 800 mil pessoas. Pelo menos 2.400 foram detidas e 997 policiais ficaram feridos. Dois adolescentes tiveram ferimentos graves e perderam uma das mãos.

Na Espanha, manifestações em setembro cobraram medidas para reduzir os aluguéis, impedir despejos e barrar a compra de imóveis por fundos de investimento. Os atos começaram após o despejo de Maricarmen Abascal, de 87 anos, de sua casa, depois que um fundo elevou o aluguel em 230%. Ela morreu duas semanas depois de ser internada.

Em Portugal, centenas de pessoas se reuniram no centro de Lisboa no sábado para fazer reivindicações semelhantes sobre moradia. Dados oficiais apontam que os preços dos imóveis no país subiram 124% entre 2015 e 2024, cerca do dobro da média da União Europeia.

Na Albânia, manifestantes protestaram contra o primeiro-ministro, Edi Rama, citando corrupção, falta de empregos e problemas na educação. Na França, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), uma das maiores centrais sindicais do país, apoiou os atos e pediu redução de preços, aumento de salários e de pensões.

As manifestações não têm uma pauta única: os atos em Milão foram marcados por violência e saques, enquanto em outros países as mobilizações se concentraram em educação, habitação e renda. A reunião convocada por Meloni deverá tratar da situação de segurança na Itália.

Fontes: Estadão

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