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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Preqin aponta maior interesse de family offices latinos em IA

Levantamento ouviu 206 escritórios nas Américas, responsáveis por US$ 491 bilhões, e identificou a inteligência artificial como principal tema de investimento para os próximos anos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Profissionais de investimento conversam em um escritório diante de laptops. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Profissionais de investimento conversam em um escritório diante de laptops.
Resumo em 30 segundos

Pesquisa da BlackRock conduzida pela Preqin indica que family offices latino-americanos demonstram mais interesse em inteligência artificial do que seus pares dos Estados Unidos e do Canadá. No total, 65% dos entrevistados apontaram a IA como tema de investimento prioritário nos próximos três a cinco anos. A falta de liquidez é a principal barreira para ampliar aportes em mercados privados.

Family offices da América Latina demonstram maior interesse em incorporar inteligência artificial (IA) a processos de investimento do que seus pares dos Estados Unidos e do Canadá, que dão mais atenção a ativos alternativos. O retrato aparece em levantamento da BlackRock sobre tendências de escritórios que administram o patrimônio de famílias, com dados coletados nas Américas entre junho e agosto.

A pesquisa ouviu 206 single family offices, estruturas dedicadas à gestão dos recursos de uma única família, responsáveis por US$ 491 bilhões em investimentos financeiros. Na América Latina, participaram 39 escritórios, dez deles brasileiros. O estudo foi conduzido pela Preqin, empresa de dados e análise de mercados privados comprada pela BlackRock no início de 2025 por US$ 3,2 bilhões.

A IA foi apontada por 65% dos entrevistados como tema de maior interesse para investimentos nos próximos três a cinco anos. Robótica e automação aparecem em seguida, com 53%, e tecnologia de defesa, com 50%. Saúde e longevidade, biotecnologia, cibersegurança e transição energética também despertam forte interesse, cada uma mencionada por mais de 45% dos participantes.

Cristiano Castro, chefe de desenvolvimento de negócios da BlackRock no Brasil, disse que clientes brasileiros de private equity já investiam em IA em proporção superior à média das Américas e da América Latina. Segundo ele, a proximidade com o Vale do Silício e a experiência de investidores que participaram do primeiro ciclo da tecnologia ajudam a explicar esse interesse.

O levantamento também aponta estratégias distintas para administrar a liquidez. Cerca de 26% dos escritórios disseram ter como meta manter menos de 30% dos recursos em ativos líquidos, enquanto 24% informaram alocação superior a 60%. A falta de liquidez, porém, é o principal obstáculo citado para ampliar investimentos em mercados privados: 54% mencionaram essa barreira.

O interesse por estratégias alternativas, como fundos de private equity, chegou a 32%, ante 26% na edição anterior. Esses fundos compram participações em empresas e, em geral, envolvem prazos mais longos para resgate do que aplicações negociadas em bolsa. Castro afirmou que escritórios brasileiros tendem a manter de 30% a 50% do patrimônio no exterior e que muitos pretendem equilibrar a carteira entre ativos locais e internacionais, mas a busca por liquidez limita essa mudança.

O executivo também relacionou a preferência por ativos líquidos no Brasil às taxas de juros elevadas e ao chamado viés doméstico, que favorece investimentos no próprio país. Ele disse que várias famílias mantêm parcela relevante do patrimônio ligada aos negócios que controlam, o que também reduz a disposição para comprometer recursos por longos períodos.

Na última década, famílias brasileiras ampliaram investimentos em private equity no exterior, enquanto passaram a usar fundos de índice negociados em bolsa, conhecidos como ETFs, para a parte líquida das carteiras. Crédito privado e infraestrutura também ganharam espaço. Castro afirmou que projetos de infraestrutura se tornaram mais atraentes com a melhora dos retornos e a existência de mercados secundários, que podem oferecer uma alternativa para investidores que desejam sair antes do fim de um projeto.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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