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Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Ray Dalio vê queda prolongada dos títulos do Tesouro dos EUA

O investidor relaciona a pressão sobre os Treasuries à dívida crescente e à possível redução da demanda de compradores tradicionais, como China e Japão.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Documentos que representam títulos do Tesouro dos EUA sobre uma mesa, com o Capitólio ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Documentos que representam títulos do Tesouro dos EUA sobre uma mesa, com o Capitólio ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Ray Dalio afirma que a queda dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos pode continuar por um período prolongado. Ele aponta o aumento da dívida pública e corporativa e a possível redução da demanda de investidores tradicionais. O governo deve refinanciar cerca de US$ 10 trilhões em obrigações neste ano e emitir mais US$ 2,1 trilhões.

O investidor Ray Dalio afirmou que a queda dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries, pode continuar por um período prolongado. Em publicação no LinkedIn nesta terça-feira, ele relacionou a pressão no mercado ao aumento da dívida pública e corporativa e à possibilidade de menor demanda de investidores tradicionais, como China e Japão.

Dalio, fundador da Bridgewater Associates, disse que a maior oferta de títulos tende a pressionar os rendimentos para cima. Rendimentos mais altos encarecem os empréstimos do governo e podem ampliar o custo de serviço da dívida, alimentando o endividamento. Na avaliação do investidor, esse ciclo só deve perder força quando juros elevados desacelerarem a economia e os mercados o suficiente para equilibrar oferta e procura.

Ele calcula que o governo americano deve refinanciar cerca de US$ 10 trilhões em obrigações que vencem neste ano e emitir mais US$ 2,1 trilhões em novos empréstimos. O risco, segundo Dalio, é que parte dos investidores não reinvista o dinheiro recebido quando os títulos vencerem, reduzindo os recursos disponíveis para financiar o governo.

O investidor também apontou que o Japão poderia estimular investidores locais a retirar recursos de títulos americanos e levá-los de volta ao país. As carteiras japonesas de Treasuries somam US$ 1,1 trilhão, segundo ele. Rendimentos maiores no Japão poderiam tornar os investimentos domésticos mais atraentes e favorecer a sustentação do iene e do mercado local de títulos.

A emissão de dívida por empresas é outra fonte de disputa pelo capital. Companhias têm buscado recursos para financiar a expansão da inteligência artificial, enquanto investidores passam a exigir condições mais favoráveis para absorver a oferta. Dalio chamou o mercado de crédito corporativo de um possível sinal antecipado de problemas.

A preocupação ocorre em um ano de perdas para os títulos do Tesouro. Um índice da Bloomberg que acompanha esses papéis recuou cerca de 2,4%, pressionado pela alta dos preços da energia, pela resiliência da economia e pelo aumento das emissões públicas e corporativas. Os títulos caminhavam para registrar a primeira queda anual desde 2022, quando perderam 12,5% durante a elevação agressiva dos juros pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

Dalio estima que o peso da dívida americana, considerando empréstimos e custos de pagamento em relação à receita do governo, atingiu o maior nível desde a Segunda Guerra Mundial e deve crescer nos próximos anos. A avaliação dele contrasta com a de investidores e estrategistas que veem oportunidades nos títulos após a alta dos rendimentos. O rendimento dos papéis de dez anos chegou, neste mês, perto de 5,4%, nível mais alto em quase um quarto de século.

Para entender

Treasuries
São títulos de dívida emitidos pelo governo dos Estados Unidos para captar recursos. Investidores que compram esses papéis emprestam dinheiro ao governo e recebem pagamentos conforme as condições do título. Seus rendimentos influenciam os custos de financiamento em outros mercados.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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