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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Futuros das bolsas americanas recuam após projeção na Geórgia

A queda veio durante a apuração das eleições de meio de mandato nos EUA; no pregão regular, o S&P 500 e o Nasdaq 100 fecharam em alta.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Operadores acompanham os mercados em um pregão de Wall Street. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Operadores acompanham os mercados em um pregão de Wall Street.
Resumo em 30 segundos

Os futuros do S&P 500 e do Nasdaq 100 recuaram enquanto investidores acompanhavam as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e balanços de empresas ligadas à inteligência artificial. A projeção de vitória de Jon Ossoff na Geórgia aumentou a atenção para o controle do Congresso. No pregão regular, os principais índices fecharam em alta.

Os contratos futuros das bolsas dos Estados Unidos recuaram nesta terça-feira, 3 de novembro, enquanto investidores acompanhavam a apuração das eleições de meio de mandato e avaliavam resultados de empresas ligadas à inteligência artificial. A queda se intensificou após a projeção de vitória do senador democrata Jon Ossoff na Geórgia, um sinal de possível perda de espaço republicano no Congresso.

Às 19h27, no horário de Nova York, os futuros do S&P 500 caíam 0,3%, e os do Nasdaq 100 recuavam 0,6%, após terem registrado ganhos mais cedo. No pregão regular, porém, o S&P 500 subiu 0,4% e o Nasdaq 100 avançou 0,7%. O índice Philadelphia Semiconductor, que acompanha ações de fabricantes de semicondutores, teve alta de 2,6%.

Os eleitores escolhem representantes para o Congresso, formado pela Câmara dos Representantes e pelo Senado. As eleições de meio de mandato ocorrem no meio do período presidencial de quatro anos e podem alterar a composição das duas casas, afetando a capacidade do presidente de aprovar leis e medidas econômicas. A votação foi encerrada na Geórgia e na Carolina do Sul, estados com disputas consideradas importantes para o controle do Senado.

A disputa pode influenciar as expectativas sobre a política econômica e, por consequência, os preços de ações e outros ativos. Investidores avaliam que, se os democratas conquistarem a maioria na Câmara e no Senado, o presidente Donald Trump teria mais dificuldade para aprovar suas propostas. Em Wall Street, esse cenário é visto como potencialmente desfavorável às ações, em especial às de tecnologia, enquanto a manutenção do controle republicano ou um Congresso dividido poderia trazer mais continuidade às políticas atuais.

“Uma vitória democrata nas duas casas do Congresso provavelmente seria o resultado menos desejável para as ações de tecnologia e para os ativos de risco de maneira mais ampla”, afirmou Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade. Ele disse que um Congresso dividido ou a manutenção republicana do controle poderia provocar menos turbulência.

O efeito imediato da eleição ocorre em meio à atenção dos investidores aos balanços do setor de tecnologia e às dúvidas sobre os altos investimentos em inteligência artificial. A Advanced Micro Devices (AMD), concorrente da Nvidia no mercado de chips para IA, divulgou após o fechamento do mercado uma previsão de receita acima das estimativas de analistas. O resultado sinaliza demanda forte por processadores usados em centros de dados.

A Super Micro Computer também projetou receita para o trimestre atual superior às expectativas e aumentou sua previsão de vendas para o ano. A empresa fabrica servidores equipados com chips de inteligência artificial. Os números das duas companhias oferecem indicações sobre a procura por infraestrutura para IA, tema que tem influenciado as ações de tecnologia.

Apesar das oscilações ligadas à eleição, dados compilados pelo Morgan Stanley mostram que, desde 1982, as ações de grandes empresas tiveram valorização média de cerca de 15% nos seis meses posteriores às eleições de meio de mandato, quando ponderadas pelo valor de mercado, e de 16% quando cada ação recebe o mesmo peso. Em um ano, os ganhos médios chegaram a aproximadamente 22% nos dois critérios.

A perspectiva histórica positiva não elimina as incertezas atuais. As preocupações com os juros nos Estados Unidos e a guerra no Oriente Médio também pesam sobre os mercados. Parte dos operadores, no entanto, considera que o fim da votação pode reduzir dúvidas e abrir espaço para uma recuperação das ações no restante do ano.

Fontes: O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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