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Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Preços recebidos por produtores do RS sobem 7,54% em setembro

A alta foi puxada por arroz, soja e trigo. Mesmo com quatro avanços mensais seguidos, os preços ainda acumulam queda em três anos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Lavoura de trigo e arroz no Rio Grande do Sul, com um trator trabalhando ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Lavoura de trigo e arroz no Rio Grande do Sul, com um trator trabalhando ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Os preços recebidos pelos produtores rurais do Rio Grande do Sul subiram 7,54% em setembro, maior alta mensal desde fevereiro de 2022. Arroz, soja e trigo puxaram o avanço. No acumulado de 36 meses, porém, os preços ainda caem 1,25%. Os custos de produção também aumentaram, com pressão de fertilizantes e diesel.

Os preços recebidos pelos produtores rurais subiram 7,54% em setembro, na comparação com agosto, no Rio Grande do Sul. Foi a maior alta mensal desde fevereiro de 2022 e o quarto avanço consecutivo do índice acompanhado pela Federação da Agricultura do Estado (Farsul), puxado principalmente por arroz, soja e trigo.

A economista da Farsul Danielle Guimarães afirmou que o movimento representa uma inflexão depois de três anos de queda. Nos últimos 36 meses, porém, os preços ainda acumulam recuo de 1,25%, apesar da recuperação recente. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de alimentos aumentou 18%.

A deflação dos preços recebidos pelo produtor foi de 9,45% em 2023, 8,10% em 2024 e 12,89% em 2025. Guimarães disse que a alta recente recompõe parte das perdas, mas não devolve os valores ao patamar de três anos antes.

O arroz avançou após um período em que os preços pagos ao produtor ficaram abaixo do mínimo estabelecido pelo governo. Na soja, a demanda interna e externa aquecida sustenta as cotações, mesmo com projeções de safra recorde. Já no trigo, a expectativa de uma colheita menor contribui para a valorização.

O custo de produção também aumentou em setembro. O Índice de Inflação de Custos de Produção (IICP) avançou 1,44%, maior alta desde abril, com pressão sobretudo dos fertilizantes e do diesel.

Os fertilizantes ficaram 3,9% mais caros no mês e responderam por mais da metade da variação positiva do indicador. O diesel subiu 5,2% no Rio Grande do Sul, também em relação a agosto.

Os indicadores mostram movimentos distintos para a renda e as despesas do campo: a alta dos preços recebidos pode ampliar a receita com a venda da produção, enquanto o encarecimento dos insumos eleva o custo de produzir. A recuperação dos preços, contudo, ainda não compensou integralmente as perdas acumuladas nos três anos anteriores.

Para entender

Farsul
A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul representa produtores rurais e acompanha indicadores relacionados ao agronegócio gaúcho, entre eles os preços recebidos pelos produtores e os custos de produção.

Fontes: Zero Hora

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