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Sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Policial militar mata mulher baleada em ocorrência em Pirituba

A mulher estava com uma faca e apresentava comportamento alterado, informou a Secretaria da Segurança Pública; o agente foi preso em flagrante.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Rua isolada em Pirituba enquanto peritos examinam o local de uma ocorrência policial. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Rua isolada em Pirituba enquanto peritos examinam o local de uma ocorrência policial.
Resumo em 30 segundos

Uma mulher morreu após ser baleada por um policial militar no Parque São Domingos, em Pirituba, na quinta-feira (15). A SSP informou que ela estava com uma faca e apresentava comportamento alterado. O policial foi preso em flagrante, e o DHPP investigará o caso, acompanhado pela Corregedoria da PM.

Uma mulher morreu após ser baleada por um policial militar na tarde de quinta-feira (15), no Parque São Domingos, em Pirituba, na zona norte de São Paulo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ela estava com uma faca e apresentava comportamento alterado. O agente foi preso em flagrante, e o caso será investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

A SSP informou que um inquérito foi aberto e terá acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar. O local foi preservado até a chegada de peritos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal, e a arma do policial foi apreendida para análise. A pasta disse que não tolera desvios de conduta.

A mulher é a terceira pessoa morta pela Polícia Militar em ocorrências envolvendo pessoas em surto em menos de 15 dias, segundo os dados divulgados sobre os casos. Antes dela, dois homens morreram em abordagens na capital paulista. Antonio Nunes Batista, de 40 anos, foi baleado 24 vezes na Vila Dionísia, na zona norte. Gustavo Munis de Santana, de 20, foi atingido por 27 disparos em Moema, na zona sul, no sábado anterior.

No caso de Gustavo, policiais fizeram 45 disparos, de acordo com o boletim de ocorrência. Quatro agentes usaram pistolas calibre .40; as armas e o celular da vítima foram apreendidos para perícia. Imagens de uma câmera de segurança mostram o jovem se deslocando e se escondendo atrás de uma parede enquanto os policiais se aproximam. Depois, ele pega o celular e o aponta na direção dos agentes, antes de ser baleado. Pelo menos seis policiais aparecem no registro no momento dos tiros.

Em entrevista coletiva na terça-feira (13), o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que a abordagem a Gustavo foi legítima e não desrespeitou os protocolos da corporação. A SSP informou que as polícias Civil e Militar investigam as circunstâncias da morte.

Em ocorrências envolvendo pessoas em crise, a orientação descrita para a atuação policial prioriza o diálogo e a preservação da vida. Quando possível, podem ser chamados profissionais de saúde e equipes especializadas. A intervenção com arma de fogo é considerada uma medida extrema, que pode ser adotada diante de ameaça iminente à vida de policiais ou de outras pessoas, sob critérios de necessidade e proporcionalidade. Cada ocorrência, porém, é avaliada conforme as circunstâncias.

Fontes: Estadão

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