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Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Batalhão Bravo usa motos para reforçar policiamento em São Paulo

Com 250 agentes e 150 motocicletas, a tropa atua em áreas que precisam de reforço e combate roubos e furtos de celulares, além de outros crimes.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Policiais militares em motocicletas patrulham uma avenida movimentada de São Paulo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Policiais militares em motocicletas patrulham uma avenida movimentada de São Paulo.
Resumo em 30 segundos

O Batalhão de Resposta Avançada Operacional, conhecido como Bravo, reúne policiais de diferentes unidades e usa motocicletas para reforçar o policiamento em São Paulo. Os agentes podem receber a gratificação Dejem por jornadas extras durante a folga. A tropa tem 250 policiais, 150 motos e viaturas de apoio.

Policiais militares que atuam no Batalhão de Resposta Avançada Operacional (Bravo), em São Paulo, recebem gratificação extra quando trabalham durante a folga por meio da Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar (Dejem). A unidade, que usa motocicletas e tem entre suas funções combater roubos e furtos de celulares, patrulhou ruas da zona norte da capital na terça-feira (6) e na quarta-feira (7).

O secretário-executivo da Secretaria da Segurança Pública (SSP), coronel Henguel Ricardo Pereira, afirmou que policiais escalados para o Bravo podem participar da Dejem, também chamada de Atividade Delegada. O valor depende da patente e da quantidade de horas trabalhadas no mês: oficiais recebem mais do que praças, categoria que inclui soldados, cabos e sargentos. Há um limite de horas para evitar sobrecarga de quem trabalha durante o período de descanso.

Pereira não informou quantos integrantes do batalhão recebem a gratificação. Segundo ele, a escala extra reforça o policiamento nos bairros sem retirar policiais do efetivo regular. “Fôlego operacional sem onerar a polícia de efetivo”, afirmou.

O Bravo foi lançado para combater o chamado “quebra-vidro”, roubo ou furto de objetos em veículos, mas também deve atuar contra outros crimes, como o tráfico de drogas. As motocicletas dão mobilidade aos policiais em vias congestionadas, como a avenida 23 de Maio, e podem ajudar a alcançar suspeitos com mais rapidez.

A tropa reúne 250 agentes e 150 motos, além de viaturas de apoio. Os policiais vêm de diferentes unidades, entre elas o 2º Batalhão de Choque, o 7º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), o Comando de Policiamento de Trânsito e batalhões responsáveis pelo patrulhamento de bairros. Os integrantes usam câmeras corporais.

O Bravo é um batalhão matricial, formato que permite organizar policiais de diferentes unidades para uma missão sem criar uma estrutura permanente por decreto. A unidade não tem efetivo próprio, comandante fixo nem sede formal. O comandante da Coordenadoria Operacional da Polícia Militar, coronel Alexandre Vilariço, decide onde a tropa será empregada.

A atuação do batalhão pode ser direcionada a áreas que precisam de reforço, com presença policial e maior mobilidade, segundo Pereira. A Dejem é um programa que remunera policiais por jornadas extras durante a folga; a Operação Delegada, por sua vez, também usa esse tipo de trabalho para reforçar ações municipais, como o combate ao comércio ambulante irregular na capital.

Para entender

Dejem
A Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar remunera policiais militares por jornadas extras realizadas durante períodos de folga. O valor varia conforme a patente e as horas trabalhadas, e há limite de horas para evitar sobrecarga.
Batalhão matricial
É um formato de organização que reúne policiais de diferentes unidades para cumprir uma missão específica, sem criar necessariamente uma estrutura permanente com efetivo próprio, comandante fixo e sede formal.

Fontes: Folha de S.Paulo

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