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Sábado, 31 de outubro de 2026

Polícia escocesa investiga suspeita de tráfico em Balmoral

A apuração inclui relatos de que Epstein e Ghislaine Maxwell visitaram a propriedade, mas a polícia não confirmou os detalhes da denúncia.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Castelo de Balmoral ao fundo, cercado pela paisagem das Terras Altas da Escócia. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Castelo de Balmoral ao fundo, cercado pela paisagem das Terras Altas da Escócia.
Resumo em 30 segundos

A Polícia da Escócia confirmou que investiga informações sobre uma possível ligação entre Andrew Mountbatten-Windsor, mulheres traficadas e o Castelo de Balmoral. A apuração está em fase inicial. A corporação não confirmou os detalhes da denúncia, que também menciona visitas de Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell à propriedade.

A Polícia da Escócia investiga informações de que Andrew Mountbatten-Windsor teria levado mulheres traficadas para exploração sexual ao Castelo de Balmoral, residência de férias da família real britânica nas Terras Altas. A investigação, ainda em fase inicial, também apura a presença no local de Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell, que teriam visitado a propriedade a convite de Andrew a partir de 1999.

A polícia confirmou que recebeu informações e disse que há inquéritos ativos. A corporação afirmou que não divulgará detalhes de uma investigação em andamento e que conduz o trabalho com base em provas, considerando as necessidades das vítimas sobreviventes.

O primeiro-ministro escocês, John Swinney, declarou à BBC que compreende a gravidade das alegações e que cabe à polícia investigá-las de forma ampla e completa. A suspeita de tráfico para Balmoral foi relatada pelo jornal britânico Daily Express; a polícia não confirmou publicamente os detalhes específicos atribuídos à denúncia.

Epstein, financista condenado por abuso e tráfico sexual, inclusive de menores, morreu na prisão em 2019. Maxwell, sua então noiva, foi presa em 2022 por aliciar e traficar jovens. Uma fotografia divulgada por promotores dos Estados Unidos mostra os dois descansando na área externa de um chalé dentro da propriedade de Balmoral, em 1999.

Em 2025, arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos tornaram público um e-mail enviado a Maxwell em 16 de agosto de 2001 e assinado por “A”, de Balmoral. Na mensagem, o autor escreveu: “Estou aqui no acampamento de verão de Balmoral para a Família Real. Como está LA [Los Angeles]? Já me encontrou algumas novas amigas inapropriadas?”. O conteúdo, por si só, não identifica quem escreveu o e-mail.

A polícia escocesa já havia manifestado interesse em ouvir pessoas com informações sobre um voo de 2006 com destino ao Aeroporto de Edimburgo. Andrew e Maxwell teriam viajado na aeronave particular de Epstein, conhecida como “Lolita Express”, que, segundo a reportagem, era frequentemente usada para cometer abusos.

O caso de Balmoral se soma a outras investigações sobre a relação de Andrew com Epstein e o possível uso de funções ou recursos ligados à monarquia. A polícia de Thames Valley apura se o ex-príncipe favoreceu o financista com recursos da monarquia britânica. Entre as alegações está o envio a Epstein de relatórios de visitas oficiais a Singapura, Vietnã, China e Hong Kong, realizadas por Andrew como enviado da Coroa. E-mails obtidos pelo FBI também indicariam que ele compartilhou informações confidenciais sobre oportunidades de investimento no Afeganistão.

Andrew também foi acusado por Virginia Giuffre de ter abusado dela quando era adolescente, depois de ela ser traficada para a casa de Maxwell, em Londres. Em 2022, ele fez um acordo judicial com Giuffre e pagou milhões de libras; ela morreu em 2025 por suicídio. Andrew nega as acusações. Em 19 de fevereiro de 2026, foi preso sob suspeita de má conduta em cargo público, prestou depoimento e foi liberado sob investigação.

O Castelo de Balmoral pertence ao monarca, e não à Coroa, desde que a rainha Vitória e o príncipe Albert compraram a propriedade, em 1852. A família real costuma passar os verões no local. Charles 3º retirou os títulos do irmão em 2025, inclusive o de príncipe, em meio ao escândalo relacionado a Epstein.

Fontes: O Globo

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