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Segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Camilly Duarte de Jesus é presa durante velório no Rio de Janeiro

Ela era considerada foragida havia dois anos e é suspeita de participar da tortura da ex-mulher de seu companheiro por uma dívida de R$ 30 mil.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Entrada de cemitério no Rio, com uma viatura policial estacionada nas proximidades. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Entrada de cemitério no Rio, com uma viatura policial estacionada nas proximidades.
Resumo em 30 segundos

Camilly Duarte de Jesus foi presa por policiais civis durante um velório no Cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio. Ela é suspeita de participar da tortura da ex-mulher de seu companheiro, André Luiz Anunciação de Arbuez, e era considerada foragida havia dois anos. Arbuez continua sendo procurado.

Camilly Duarte de Jesus foi presa neste domingo durante um velório no Cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ela é suspeita de participar da tortura da ex-mulher de seu companheiro, André Luiz Anunciação de Arbuez, e era considerada foragida havia dois anos.

Policiais civis da 24ª Delegacia de Polícia (Piedade) cumpriram contra Camilly um mandado de prisão preventiva. Segundo as investigações, a vítima foi espancada, sofreu violência física e psicológica e teve o cabelo raspado por causa de uma dívida de R$ 30 mil.

A denúncia do Ministério Público estadual afirma que Camilly e Arbuez teriam participado da agressão. A vítima, ex-mulher dele, foi atraída à casa do suspeito, na comunidade de Manguinhos, sob o pretexto de conversar sobre a dívida. Ao chegar, ela teria sido surpreendida pelo casal.

De acordo com a investigação, os dois teriam golpeado a mulher com um pedaço de madeira em várias partes do corpo. Depois, Arbuez teria segurado a vítima para impedir que reagisse enquanto Camilly usava uma máquina para raspar a cabeça dela. As acusações ainda são atribuídas aos investigados, e a prisão de Camilly não representa, por si só, uma condenação.

Os agentes acompanharam os deslocamentos da suspeita e aguardaram uma ocasião considerada segura para realizar a prisão. Durante o período em que esteve foragida, ela teria se abrigado na comunidade Nova Holanda, no Complexo da Maré. Informações levantadas pela polícia também apontam que Camilly publicava em redes sociais registros de passeios, visitas a restaurantes e estabelecimentos de alto padrão.

Arbuez continua sendo procurado. A Polícia Civil o aponta como ligado ao tráfico de drogas em Manguinhos e o considera de alta periculosidade. Há pelo menos três mandados de prisão em aberto contra ele, além de condenações por roubo majorado cujas penas, somadas, ultrapassariam 20 anos de reclusão.

A prisão preventiva é uma medida cautelar decretada pela Justiça durante a investigação ou o processo, antes de uma eventual condenação. Ela pode ser usada quando há fundamentos legais para manter o investigado preso; a existência do mandado contra Camilly não define o resultado do caso.

Para entender

Prisão preventiva
É uma medida cautelar determinada pela Justiça durante a investigação ou o processo, antes de uma eventual condenação. A decisão exige fundamentos previstos em lei e não significa que a pessoa presa tenha sido considerada culpada.

Fontes: O Globo

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