Petrorecôncavo prevê retomar produção após manutenção em Catu
A parada na unidade de tratamento de gás começou em 26 de outubro e deve terminar em 19 de novembro; dividendos extras ainda serão avaliados.
Resumo em 30 segundos
A Petrorecôncavo espera recuperar o nível de produção anterior à manutenção da Unidade de Tratamento de Gás de Catu, na Bahia, e mantê-lo estável até o fim do ano. A parada afeta temporariamente campos do Ativo Bahia. A empresa ainda não decidiu se pagará dividendos extraordinários e voltará a avaliar a destinação do caixa após o quarto trimestre.
A Petrorecôncavo espera retomar a produção ao nível anterior à manutenção programada da Unidade de Tratamento de Gás (UTG) de Catu, na Bahia, e mantê-la estável até o fim do ano. A previsão foi apresentada pelo presidente da companhia, José Firmo; a interrupção temporária começou em 26 de outubro e deve terminar em 19 de novembro.
A parada, com duração prevista de 25 dias, envolve trabalhos de manutenção na unidade. Enquanto as atividades estão em andamento, parte dos campos do Ativo Bahia teve a produção de gás natural interrompida, com impacto estimado em 2,4 mil barris de óleo equivalente por dia. A unidade trata o gás produzido na região, e a manutenção programada afeta temporariamente o escoamento da produção desses campos.
“ A expectativa é voltar aos patamares em que estávamos antes da parada de Catu e estabilizar a produção para o fim do ano”, afirmou Firmo. A retomada depende da conclusão dos trabalhos previstos na unidade.
O executivo também comentou a possibilidade de pagamento de dividendos extraordinários. Segundo ele, o conselho de administração avalia trimestralmente a destinação do caixa e a remuneração aos acionistas. No terceiro trimestre, a decisão foi reservar recursos para pagar o valor mínimo que já estava definido.
Ao fim do quarto trimestre, o conselho voltará a discutir o destino do caixa gerado no período. Firmo não confirmou a distribuição de dividendos extraordinários: disse que a empresa mantém flexibilidade para avaliar oportunidades de fusões e aquisições, investimentos na produção e outras decisões de alocação de capital.
A política de avaliar essas possibilidades a cada trimestre, em conjunto com o conselho, foi mantida, afirmou o presidente. Por isso, a eventual distribuição adicional depende da decisão que será tomada após a análise do caixa e das alternativas de investimento.
Firmo afirmou ainda que vê oportunidades de aquisições nos próximos anos, mas avalia que parcerias podem ganhar espaço entre empresas que operam campos maduros terrestres. Joint ventures, ou empreendimentos conjuntos, e acordos de transferência de direitos de produção podem permitir que diferentes companhias atuem em ativos compartilhados.
Na avaliação do executivo, o setor pode avançar com parcerias voltadas a melhorar a operação de campos, poços e estruturas. Ele afirmou que esse tipo de colaboração pode gerar resultados em prazo mais curto do que grandes operações de compra e venda de empresas ou consolidações. A companhia, porém, não anunciou uma parceria específica.