Pular para o conteúdo
Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Ouro cai 2,16% com alta do petróleo e aversão global ao risco

O contrato para novembro fechou a US$ 4.046,10 por onça-troy, enquanto o Brent superou US$ 112 por barril; o metal não avançou apesar da busca por segurança.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Barras de ouro ao lado de barris de petróleo em um ambiente ligado ao mercado financeiro. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Barras de ouro ao lado de barris de petróleo em um ambiente ligado ao mercado financeiro.
Resumo em 30 segundos

Os contratos futuros de ouro caíram 2,16% na Comex nesta quinta-feira, fechando a US$ 4.046,10 por onça-troy. A alta do petróleo, em meio a tensões no Oriente Médio, pressionou as cotações. O metal também não superou a marca de US$ 4,1 mil, apesar da queda nos rendimentos dos Treasuries.

Os contratos futuros de ouro fecharam em queda nesta quinta-feira (22), na Comex, em Nova York, pressionados pela alta do petróleo e pela aversão global ao risco. O contrato com entrega em novembro recuou 2,16%, a US$ 4.046,10 por onça-troy, unidade de peso usada no mercado internacional de metais preciosos.

A queda ocorreu a menos de uma semana da próxima decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. O ouro não acompanhou a busca por ativos considerados mais seguros durante a sessão, marcada também por ajustes de posições no setor de tecnologia diante de preocupações com a capitalização de empresas.

O petróleo subiu em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. O Brent, referência internacional, superou US$ 112 por barril. Relatos sobre planos dos Estados Unidos e de Israel para realizar novos ataques contra o Irã após as eleições de meio de mandato americanas, previstas para novembro, contribuíram para a preocupação dos investidores. Ataques à Arábia Saudita e a instalações petrolíferas da Saudi Aramco também elevaram o prêmio de risco do petróleo.

A movimentação chama atenção porque o ouro costuma ser procurado em períodos de incerteza. Ainda assim, o metal não se valorizou mesmo com a queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries, e com o dólar ligeiramente mais fraco. O preço também voltou a encontrar dificuldade para superar US$ 4,1 mil por onça-troy, nível que, segundo Ole Hansen, estrategista-chefe do Saxo Bank, o ouro não conseguiu ultrapassar pela terceira vez neste mês.

Hansen atribuiu a pressão sobre as cotações a vendas especulativas. Ao mesmo tempo, o aumento das posições em fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) ligados ao ouro sugere que investidores mantêm a tese de longo prazo para o metal, segundo o estrategista. Ele afirmou que, com o enfraquecimento da onda de vendas especulativas, esses investidores podem voltar a ter maior influência sobre a direção dos preços.

O valor divulgado corresponde ao contrato futuro negociado na Comex, não necessariamente ao preço do ouro físico, de joias de 18 quilates ou de produtos vendidos por instituições como a Caixa Econômica Federal. Essas cotações podem variar conforme o tipo de produto, a pureza do metal, os custos e as condições de negociação.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também