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Sexta-feira, 6 de novembro de 2026

PDT aprova entrada na federação Renovação Solidária e busca PSB

A decisão ainda depende do Diretório Nacional; com o PDT, o grupo pode superar a cláusula de barreira em 2026 mesmo sem PSB e Avante.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Delegados de partidos políticos participam de uma reunião em torno de uma mesa. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Delegados de partidos políticos participam de uma reunião em torno de uma mesa.
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A executiva nacional do PDT aprovou a entrada do partido na Federação Renovação Solidária, formada por Solidariedade e PRD, e decidiu propor a inclusão do PSB. A adesão depende do Diretório Nacional. Com o PDT, a federação pode atingir a cláusula de barreira em 2026, mesmo sem PSB ou Avante.

A executiva nacional do PDT aprovou nesta sexta-feira (6) a entrada do partido na Federação Renovação Solidária, formada por Solidariedade e PRD, e decidiu propor a inclusão do PSB. A adesão ainda precisa ser aprovada pelo Diretório Nacional do PDT. O Avante também pediu para integrar o grupo, mas a entrada depende de decisão da ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A articulação ocorre após partidos enfrentarem dificuldades para cumprir a cláusula de barreira, regra que condiciona o acesso a recursos do fundo partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão. Entre as siglas envolvidas, apenas o PSB atingiu o desempenho exigido. Com a entrada do PDT, a federação conseguiria superar a cláusula nas eleições de 2026, mesmo sem a participação do Avante e do PSB.

A Renovação Solidária, formada atualmente por Solidariedade e PRD, obteve 1,86% dos votos válidos para deputado federal e elegeu sete deputados. O PDT registrou cerca de 1,6% dos votos nacionais e conquistou seis cadeiras, ficando abaixo dos dois critérios previstos para a cláusula. O Avante teve 1,59% dos votos e elegeu cinco deputados em três estados.

A regra pode ser cumprida por duas vias: alcançar 2,5% dos votos válidos nacionais para deputado federal, com ao menos 1,5% em cada uma de nove unidades da Federação, ou eleger pelo menos 13 deputados distribuídos por nove unidades. O mecanismo foi criado como parte das mudanças eleitorais que também proibiram coligações nas disputas proporcionais, como as de vereador e deputado.

Se a composição projetada se concretizar, a federação passará de sete para 33 deputados na Câmara e de nenhum para cinco senadores. O número de prefeitos eleitos por partidos do grupo subiria de 141 para 736, próximo dos 750 eleitos pelo PP em 2024. A União Progressista, formada por União Brasil e PP, continuará sendo a maior federação do país, com 87 deputados, 11 senadores e 1.335 prefeitos.

Federações partidárias obrigam as legendas integrantes a atuar em conjunto nas eleições e durante os mandatos por pelo menos quatro anos. O modelo, criado em 2021, é diferente de uma coligação eleitoral, que não exige atuação conjunta ao longo do mandato, e de uma fusão, na qual os partidos deixam de existir separadamente. Para partidos que não alcançam a cláusula sozinhos, a união pode somar votos e cadeiras e garantir acesso aos recursos e à propaganda previstos na regra.

Fontes: Gazeta do Povo

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