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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Passo Fundo contabiliza 6 mil pessoas afetadas por temporal

Em 48 horas, a chuva acumulou 170,8 milímetros, elevou o Rio Passo Fundo e causou danos em pelo menos 15 bairros da cidade.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Moradores retiram móveis e lama de uma casa alagada após temporal em Passo Fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Moradores retiram móveis e lama de uma casa alagada após temporal em Passo Fundo.
Resumo em 30 segundos

O temporal de quarta-feira afetou pelo menos 6 mil pessoas em Passo Fundo. A chuva acumulada em 48 horas chegou a 170,8 milímetros, fez o Rio Passo Fundo subir e provocou alagamentos, danos em telhados e interrupções no abastecimento. Moradores, voluntários e equipes municipais atuavam na limpeza e na recuperação nesta quinta-feira.

Pelo menos 6 mil pessoas foram afetadas pelo temporal que atingiu Passo Fundo, no norte do Rio Grande do Sul, na quarta-feira (4). Nesta quinta-feira (5), moradores limpavam casas invadidas por água e lama e tentavam recuperar os objetos danificados; a chuva também provocou queda de granizo, danos em telhados e problemas no abastecimento de água.

O volume de precipitação fez o Rio Passo Fundo subir e alagar residências próximas às margens. Há registros de estragos em pelo menos 15 bairros. Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) apontam 170,8 milímetros de chuva em 48 horas, quase o total de 177 milímetros previsto para novembro inteiro.

No bairro Santa Maria, moradores da Rua Dr. Décio Martins Costa retiraram móveis e lama das casas. Rodrigo Anhaia, operador de caldeira, disse que a mulher tentou erguer os móveis enquanto ele trabalhava de madrugada. O casal conseguiu salvar a geladeira, mas perdeu mesa, sofá e cama; segundo ele, a residência já havia sido inundada outras quatro vezes.

Na casa vizinha, a aposentada Erondina Lurdes da Silva, de 68 anos, contou que a água e o granizo danificaram o imóvel. Ela relatou que, em alagamentos anteriores, a família não havia perdido móveis nem alimentos. Desta vez, farinha e massas ficaram molhadas, e os moradores descartavam os itens estragados.

Voluntários trabalham com bombeiros e Defesa Civil para ajudar na limpeza e na instalação de lonas, sobretudo para quem não consegue fazer o serviço por conta própria. Carina dos Santos Bandeira, de 33 anos, disse que precisou deixar a casa quando a água subiu e conseguiu retirar apenas documentos e animais de estimação. A família desligou a energia elétrica e perdeu os demais pertences.

A prefeitura preparou um abrigo provisório no Salão Paroquial Sagrado Coração de Jesus, na Rua Paissandú, 528, no Centro. Segundo o município, 14 pessoas permaneciam acolhidas no local nesta quinta-feira. A Defesa Civil e a prefeitura haviam distribuído mais de 1,6 mil kits de lonas, e a Secretaria de Habitação começou a entregar telhas a moradores cadastrados que retiraram o material.

A Secretaria de Assistência Social também está comprando colchões e cobertores para substituir os que foram danificados. As ações ocorrem enquanto equipes municipais trabalham na limpeza de vias e na desobstrução de estruturas de drenagem, como bocas de lobo, que ajudam a captar a água da chuva e conduzi-la pela rede pluvial.

Parte dos bairros São Cristóvão e Integração teve o fornecimento de água interrompido após a falta de energia durante o temporal. A Corsan informou que a retomada seria gradual, com previsão de normalização até a tarde desta quinta-feira. A companhia também registrou obstruções parciais nas câmaras de captação por causa de lama, pedras e matéria orgânica e programou a limpeza das estruturas ligadas às duas barragens que abastecem a cidade.

Cerca de 2 mil moradores ainda poderiam enfrentar baixa pressão ou oscilações no abastecimento até a recuperação completa do sistema. A elevação e a posterior redução do nível do Rio Passo Fundo foram acompanhadas durante a quarta-feira; a chuva intensa também deixou pontes preventivamente interditadas, que seriam avaliadas pela Defesa Civil nesta quinta-feira.

Para entender

Cemaden
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais é um órgão federal que monitora riscos de desastres naturais no Brasil e produz informações para apoiar ações de prevenção e resposta.

Fontes: Zero Hora, O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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