Deslizamento na Brasilândia mata mulher e eleva mortes por chuva
A Defesa Civil contabiliza 21 mortes causadas pelas chuvas em São Paulo em 2026; Rosa Fidelis Gaspar morreu quando a terra atingiu sua casa.
Resumo em 30 segundos
Rosa Fidelis Gaspar, de 47 anos, morreu após um deslizamento atingir sua casa na Brasilândia, zona norte de São Paulo. A Defesa Civil estadual contabiliza o caso como a 21ª morte causada pelas chuvas em 2026. A chuva também alagou o túnel do Anhangabaú e danificou ao menos 12 carros e dois ônibus.
Rosa Fidelis Gaspar, de 47 anos, morreu na quarta-feira (14) após um deslizamento de terra atingir sua casa na rua Santa Cruz do Monte Castelo, na região da Brasilândia, zona norte de São Paulo. A Defesa Civil estadual contabiliza a morte como a 21ª causada pelas chuvas no estado em 2026.
Rosa estava dentro da moradia, construída em uma área de encosta, quando a terra cedeu e cobriu o imóvel. Vizinhos e familiares retiraram o material, mas encontraram a mulher já morta. Ela deixa três filhos e quatro netos.
Luiz Pereira, filho de Rosa, afirmou que a família já havia enfrentado outro deslizamento no mesmo local. Segundo ele, a mãe morava ali havia mais de 15 anos. Um genro, identificado como Matheus, disse que, na ocorrência anterior, uma filha de Rosa, então com quatro anos, foi atingida, mas não se feriu.
A ocorrência foi registrada como morte suspeita, com classificação de morte acidental e desabamento ou desmoronamento, no 72º Distrito Policial, em Vila Penteado. A Defesa Civil não mantém um levantamento anterior das mortes provocadas pela chuva no ano passado.
A chuva de quarta-feira também provocou alagamentos em diferentes pontos da capital. Na região central, foram registrados 42 milímetros em 40 minutos, o equivalente a 37% dos 112 milímetros previstos para a cidade durante todo o mês. Na Vila Clementino, perto do parque Ibirapuera, o acumulado em 24 horas chegou a 73 milímetros, o maior do estado no período.
O túnel do Anhangabaú ficou alagado no sentido da avenida 9 de Julho, em direção à zona sul. Pelo menos 12 carros e dois ônibus foram danificados. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) atribuiu a inundação ao grande volume de água e disse que equipes municipais retiraram o excesso com bombas fixas e equipamentos de emergência instalados em caminhões.
Nunes afirmou que a chuva na quarta-feira correspondeu a 40% do volume previsto para outubro. O túnel fica sobre o rio Anhangabaú e recebe águas de outros cursos d’água canalizados da região, entre eles os rios Saracura, Itororó, Bixiga e Augusta. Quando a chuva intensa se concentra em pouco tempo, a água pode sobrecarregar o sistema de drenagem e provocar alagamentos.
A Defesa Civil enviou três alertas severos a celulares durante a tarde. O primeiro, às 15h20, avisou sobre a chuva na região metropolitana; às 15h42, outro apontou o deslocamento da precipitação para as zonas norte e leste e o centro. Às 16h, o órgão emitiu um alerta para a zona sul.
A relação estadual de mortes por chuva em 2026 inclui ocorrências como enxurradas, quedas de árvores, desabamentos, inundações e deslizamentos. A morte de Rosa, registrada em São Paulo em 14 de outubro, aparece como desabamento no balanço.