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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Palácio de Westminster enfrenta risco de incêndio sem reforma

A Comissão de Contas Públicas alerta que instalações elétricas antigas, infiltrações e amianto podem causar uma falha catastrófica no Parlamento britânico.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Palácio de Westminster visto do outro lado do rio Tâmisa, com andaimes na fachada histórica. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Palácio de Westminster visto do outro lado do rio Tâmisa, com andaimes na fachada histórica.
Resumo em 30 segundos

A Comissão de Contas Públicas do Parlamento britânico afirma que o adiamento da reforma do Palácio de Westminster mantém o complexo exposto a riscos de incêndio e outras falhas graves. As obras, previstas para começar em 2032, podem custar de 15,6 bilhões a 39 bilhões de libras e durar até 61 anos, conforme o modelo escolhido.

O Palácio de Westminster, sede do Parlamento britânico, corre risco de incêndio e de outros problemas graves caso deputados continuem adiando a reforma do complexo, alertaram parlamentares nesta quarta-feira (4). A Comissão de Contas Públicas afirmou que instalações elétricas antigas, infiltrações e a presença de amianto elevam o risco de uma “falha catastrófica”.

O presidente da comissão, o deputado Geoffrey Clifton-Brown, disse que a inação pode deixar a Câmara dos Comuns sem energia durante a abertura oficial do Parlamento. A cerimônia ocorre quando o rei apresenta o programa legislativo do governo. Ele também alertou para a possibilidade de um incêndio de grandes proporções, comparável ao que atingiu a catedral de Notre-Dame, em Paris.

“Imaginem o impacto de imagens transmitidas em todo o mundo que mostrem chamas, como aconteceu em Notre-Dame, saindo do telhado do edifício e provocando a destruição do nosso patrimônio ou, pior ainda, causando feridos ou inclusive mortos”, afirmou Clifton-Brown. “Não se trata de riscos teóricos, mas de ameaças muito reais”, acrescentou.

O complexo reúne partes com mais de 900 anos, embora a maior parte de suas instalações, incluindo a torre do Big Ben, tenha sido construída no século 19. A idade e as condições da estrutura tornam a reforma uma obra de grande escala, cujo custo pode chegar a bilhões de libras.

Os parlamentares aprovaram em 2018 uma transferência temporária para viabilizar as obras, mas ainda não definiram como o projeto será executado. Uma das alternativas prevê retirar todo o Parlamento durante a maior parte da reforma. Nesse cenário, o custo estimado é de 15,6 bilhões de libras, e os trabalhos poderiam durar até 24 anos.

A outra opção prevê que parte da equipe permaneça no edifício durante as obras, limitada a 30% do pessoal. A estimativa de custo sobe para 39 bilhões de libras, e a reforma poderia se estender por até 61 anos.

A comissão alertou que os adiamentos aumentam os custos e mantêm o edifício exposto a riscos. Pelo calendário atualmente previsto, as obras só começariam em 2032. Até lá, a falta de uma decisão sobre a execução do projeto prolonga a exposição dos parlamentares, funcionários e visitantes aos problemas estruturais e de segurança apontados.

Para entender

Palácio de Westminster
Complexo histórico às margens do rio Tâmisa, em Londres, que abriga as duas câmaras do Parlamento do Reino Unido. A maior parte das construções atuais data do século 19, embora partes do local sejam muito mais antigas.
Comissão de Contas Públicas
Comissão parlamentar britânica que examina como o dinheiro público é gasto e fiscaliza a administração de recursos e serviços públicos.

Fontes: Zero Hora

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