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Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

OpenAI alerta PF sobre ameaças a Lula feitas no ChatGPT

A Polícia Federal enviou os documentos ao Ministério da Justiça, que avaliará se abre dois inquéritos; o alerta não confirma que houve ataque ou crime.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Laptop fechado sobre uma mesa em um escritório da Polícia Federal, com pastas e uma bandeira do Brasil ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Laptop fechado sobre uma mesa em um escritório da Polícia Federal, com pastas e uma bandeira do Brasil ao fundo.
Resumo em 30 segundos

A OpenAI informou à Polícia Federal que conversas no ChatGPT indicavam possíveis ameaças contra Lula e outras pessoas. A PF encaminhou os dados ao Ministério da Justiça, que decidirá se abre dois inquéritos. A empresa encerrou a conta e afirmou que cabe às autoridades avaliar as informações de forma independente.

A OpenAI comunicou à Polícia Federal (PF) que ao menos dois usuários fizeram, em conversas com o ChatGPT, declarações sobre atacar ou ameaçar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. No começo de outubro, a PF enviou os documentos ao Ministério da Justiça, que deve decidir se abre dois inquéritos: um por suspeitas de ameaça e injúria e outro por ameaça contra Lula.

Em um dos casos, um homem conversou com a ferramenta desde janeiro e relatou que, em setembro, viu Lula em um palanque de campanha, a cerca de 400 metros de distância, no centro da cidade onde morava. Ele escreveu que tinha vontade de atirar na cabeça do candidato e perguntou o que aconteceria se o matasse e qual pena poderia receber. Também enviou a imagem de um ponto que, segundo ele, teria boa visão para um ataque.

No alerta encaminhado às autoridades, a OpenAI afirmou haver motivos razoáveis para considerar que as mensagens poderiam indicar uma emergência com risco de morte ou de ferimentos graves. A empresa destacou que, embora o usuário dissesse que não agiria e não tivesse arma, mencionou o desejo de usar um fuzil de precisão e fez referências a uma rota de fuga, binóculos e um AR-15 com luneta.

O material também registra que o mesmo usuário enviou imagens de armas brancas e falou em agredir pessoas próximas, incluindo parentes. Em outras mensagens, compartilhou símbolos nazistas e disse que promoveria um massacre se tivesse dinheiro. Ele alternava entre negar que faria mal a alguém e manifestar intenção de realizar ataques; em uma conversa, enviou uma receita de explosivo e mencionou centros médicos.

A PF avaliou que os dados apontavam para ameaças de violência contra terceiros, inclusive Lula, além de comentários sobre armas de fogo e brancas, fantasias violentas e manifestações favoráveis a regimes autoritários. A documentação encaminhada não inclui as respostas do ChatGPT. A OpenAI encerrou a conta do usuário e afirmou que caberia às autoridades policiais avaliar os dados de maneira independente.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, encaminhou o caso ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para decisão sobre a abertura de investigação por ameaça. Esse crime prevê detenção de um a seis meses ou multa. A injúria, citada como possível objeto de um dos inquéritos, consiste em ofender a dignidade ou o decoro de alguém; a decisão sobre investigar cabe às autoridades competentes.

A OpenAI afirmou que aciona autoridades quando identifica conversas que indiquem risco real de dano a outras pessoas. A empresa também informou ter notificado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme seu plano de conformidade eleitoral. Esse tipo de comunicação não equivale, por si só, à confirmação de que houve um ataque ou de que os usuários cometeram crimes: a eventual investigação deverá apurar as circunstâncias e avaliar as evidências.

Em junho, um alerta da empresa também levou a Polícia Civil a prender um homem no interior do Espírito Santo, suspeito de planejar a morte do filho de oito anos para evitar o pagamento de pensão alimentícia à ex-companheira. Naquele caso, a informação passou pelo FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, e pelo CyberLab, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, antes de chegar às autoridades capixabas.

Para entender

Ameaça
O Código Penal define ameaça como a conduta de ameaçar alguém, por palavra, escrito, gesto ou outro meio simbólico, de causar mal injusto e grave. A caracterização do crime depende da avaliação das circunstâncias pelas autoridades competentes.
Injúria
No direito penal brasileiro, injúria é ofender a dignidade ou o decoro de uma pessoa. É diferente de calúnia e difamação, que envolvem, respectivamente, atribuir falsamente um crime a alguém e atingir sua reputação.

Fontes: Folha de S.Paulo, O Globo, Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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