Campanha de Lula define foco regional para ampliar apoio no segundo turno
Em reunião em Brasília, aliados propuseram ações para reduzir a abstenção e diminuir a diferença em estados onde o presidente ficou atrás de Flávio Bolsonaro.
Resumo em 30 segundos
A campanha de Lula reuniu dirigentes partidários e aliados em Brasília para organizar a estratégia do segundo turno, marcado para 25 de outubro. O plano prevê comunicação adaptada a cada região, com atenção ao Sudeste e ao Nordeste, mobilização de eleitores para reduzir a abstenção e atos em cidades de todos os estados.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu nesta terça-feira, 13 de outubro, dirigentes partidários e aliados em Brasília para organizar a atuação no segundo turno. O encontro, convocado pelo presidente do PT e coordenador da campanha, Edinho Silva, definiu como prioridade ampliar a comunicação regional e reduzir as diferenças em estados onde Lula ficou atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa.
“Foi uma reunião mais de organização da campanha. Foi mais para que a gente pudesse organizar as nossas ações para o segundo turno aumentando a diferença onde nós ganhamos e diminuindo a diferença que nós perdemos. Então, foi bem importante”, afirmou Edinho após a reunião.
Os participantes apresentaram propostas com base na experiência de campanha em seus estados. Edinho disse que o trabalho será adaptado às características locais, com atenção especial ao Sudeste e ao Nordeste. Em Minas Gerais, por exemplo, a campanha pretende considerar as diferenças entre regiões; no Rio de Janeiro, separar estratégias para a capital e a Baixada Fluminense.
O senador reeleito Eduardo Braga (AM) defendeu concentrar esforços para reduzir a abstenção, isto é, a ausência de eleitores nas urnas. Ele sugeriu divulgar que votar pode servir como prova de vida para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), inclusive por meio de redes sociais e televisão, para incentivar idosos a comparecer.
O deputado reeleito André Janones (Rede-MG) propôs organizar atos em cidades de todos os estados, sem depender da presença de Lula. O canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado por Janones, também foi citado como uma das ferramentas de comunicação da campanha. Segundo a matéria, o canal tinha mais de 4,3 milhões de seguidores na tarde desta terça-feira e era alvo de uma disputa judicial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A campanha também avalia mobilizar públicos específicos, como jovens e idosos. Entre as sugestões discutidas está aproximar as ações eleitorais do Dia D da Multivacinação, voltado à atualização das cadernetas de vacinação. Edinho afirmou que está conversando com lideranças de diferentes regiões para identificar onde a candidatura pode avançar.
Além de representantes de partidos que integram a chapa, como PSB, PCdoB e PSOL, participaram integrantes de legendas que declararam apoio a Flávio ou adotaram neutralidade. Estiveram no encontro o senador eleito André Fufuca (PP-MA), o deputado reeleito Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), o deputado reeleito Juscelino Filho (PSDB-MA) e o senador eleito Chicão Filho (União-PA).
O MDB também teve representantes, embora o partido esteja oficialmente neutro. Dez diretórios estaduais declararam apoio a Lula e 17 a Flávio, segundo o levantamento apresentado na reunião. Entre os emedebistas presentes estavam os senadores Jader Barbalho (PA), Marcelo Castro (PI), Renan Filho (AL) e Veneziano do Rêgo (PB), além do senador eleito Helder Barbalho (PA). A votação do segundo turno está marcada para 25 de outubro.