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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Meta eleva previsão de gastos e cria ações sem direito a voto

No terceiro trimestre, a receita chegou a US$ 64,6 bilhões e o lucro superou as projeções; o agente de inteligência artificial Muse já soma 10 milhões de usuários.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Data center com servidores iluminados em uma empresa de tecnologia. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Data center com servidores iluminados em uma empresa de tecnologia.
Resumo em 30 segundos

A Meta elevou para até US$ 145 bilhões sua previsão de investimentos de capital em 2026 e anunciou ações sem direito a voto para os atuais acionistas. O balanço do terceiro trimestre trouxe receita e lucro acima das expectativas. A empresa também destacou a adoção do agente de inteligência artificial Muse.

A Meta elevou para entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões sua previsão de investimentos de capital em 2026 e anunciou a criação de uma nova classe de ações sem direito a voto. As medidas foram divulgadas nesta quarta-feira, junto com o balanço do terceiro trimestre, que mostrou crescimento de receita e lucro acima das expectativas do mercado.

A nova faixa de gastos aumenta o limite inferior da estimativa anterior, de US$ 130 bilhões. O ponto médio agora é de US$ 140 bilhões. A companhia havia desembolsado cerca de US$ 86 bilhões nos primeiros nove meses do ano, o que indica que a maior parte do investimento previsto ainda será feita até dezembro.

A empresa distribuirá uma ação da nova classe para cada papel atual, por meio de um dividendo em ações. Na prática, a operação equivale a um desdobramento na proporção de dois para um, sem alterar a participação proporcional dos acionistas. A Meta espera que as negociações dos novos papéis comecem em janeiro.

Segundo a companhia, as ações sem direito a voto poderão ser usadas para levantar recursos, remunerar funcionários e viabilizar aquisições. A Meta afirmou também que a estrutura ajudará a manter Mark Zuckerberg no comando da empresa “na próxima era”.

Os números do trimestre reforçaram a justificativa da companhia para os gastos. A receita avançou 26%, para US$ 64,6 bilhões, acima da estimativa de US$ 63,3 bilhões. O lucro por ação foi de US$ 3,83, ante projeção de US$ 3,57, e o lucro total chegou a US$ 9,86 bilhões — mais de três vezes e meia o resultado registrado entre julho e setembro de 2025.

A Meta prevê receita de US$ 73 bilhões a US$ 76 bilhões no quarto trimestre. A média das projeções dos analistas era de US$ 73,6 bilhões. A maior parte da receita atual da companhia, controladora do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, vem de publicidade.

Zuckerberg disse que os investimentos em inteligência artificial estão “dando resultado” e que o negócio principal permanece forte. Ele destacou o Muse, agente de inteligência artificial lançado em setembro, usado por mais de 10 milhões de pessoas nos Estados Unidos e no Canadá nas seis primeiras semanas de funcionamento.

O Muse foi desenvolvido para automatizar tarefas de consumidores, como compras, aquisição de ingressos de cinema e agendamento de compromissos. A Meta pretende mantê-lo gratuito para a maioria dos usuários e considera cobrar taxas sobre transações pagas por empresas, oferecer assinaturas e vender acesso a modelos mais avançados e ferramentas empresariais.

A adoção do serviço, no entanto, exige grande capacidade computacional, uma das razões pelas quais ele ainda não foi lançado globalmente. Zuckerberg afirmou que, se a eficiência dos sistemas continuar melhorando nos próximos anos, o Muse poderá se tornar lucrativo ao longo do tempo.

No início deste mês, a Meta também lançou o Muse Wonder, modelo que a liderança da empresa descreveu como dotado de “capacidades de fronteira”. A companhia afirma que ele tem desempenho comparável ao ChatGPT, da OpenAI, e ao Claude, da Anthropic, em programação e análise de questões financeiras ou jurídicas. Essa avaliação ainda depende de confirmação por testes independentes.

A expansão da inteligência artificial envolve construir infraestrutura para sustentar os modelos e reorganizar as equipes da área. Alexandr Wang lidera o desenvolvimento da tecnologia, e a Meta está preparando uma plataforma empresarial para vender acesso a modelos e serviços de IA. CJ Desai comandará essa operação, segundo Zuckerberg.

A diretora financeira, Susan Li, afirmou que parte dos investimentos levará mais tempo para gerar retorno do que os realizados no negócio principal. Ela citou a possibilidade de monetizar os serviços de IA e de obter ganhos de eficiência interna como fatores que sustentam a expectativa de retorno no longo prazo.

Enquanto direciona recursos para a tecnologia, a Meta reduziu o quadro de funcionários em 15% em relação ao ano anterior e prometeu diminuir as perdas da Reality Labs, divisão de hardware. A empresa prevê prejuízo de até US$ 19 bilhões nessa unidade neste ano e estima que o valor caia para cerca de US$ 15 bilhões em 2027, com a transferência de gastos para outras prioridades, principalmente a inteligência artificial.

Fontes: O Globo, Folha de S.Paulo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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