Médico Luciano Lopes Pastor morre em confronto com PM em Catanduva
Segundo a Polícia Militar, a equipe foi chamada pela mulher do médico, que relatou agressividade e ameaças; os agentes afirmam que ele disparou duas vezes.
Resumo em 30 segundos
Luciano Lopes Pastor, de 52 anos, morreu após ser baleado por policiais militares em Catanduva, no domingo (18). A PM diz que ele atirou duas vezes contra os agentes. O caso será investigado pela Polícia Civil e por um Inquérito Policial Militar. O médico havia sido preso em 2025 em uma operação do Gaeco.
O médico Luciano Lopes Pastor, de 52 anos, morreu no domingo (18) após ser baleado por policiais militares durante uma ocorrência em Catanduva, no interior de São Paulo. A equipe foi chamada pela mulher dele, que relatou comportamento agressivo e ameaças, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP) paulista.
De acordo com a versão da Polícia Militar, Pastor estava “emocionalmente alterado” e disparou duas vezes contra os agentes. Os policiais reagiram e o atingiram. Ele recebeu atendimento no local, mas morreu. A mulher foi levada a um hospital; seu estado de saúde não foi divulgado.
A ocorrência foi registrada na Delegacia Seccional de Catanduva como violência doméstica, ameaça contra a mulher, resistência e homicídio decorrente de oposição à intervenção policial. A unidade ficará responsável pela investigação. Também foi aberto um Inquérito Policial Militar, procedimento que apura a atuação de integrantes da corporação.
A Polícia Militar informou que apreendeu armas que pertenciam ao médico, que era colecionador. Entre os objetos recolhidos estavam uma medalha com uma suástica nazista e um simulacro de granada alemã. A investigação deverá apurar as circunstâncias do confronto e da ocorrência doméstica.
Pastor se apresentava nas redes sociais como cirurgião vascular e angiologista. Ele se formou na Faculdade de Medicina de Catanduva. O consultório publicou uma mensagem de pesar e suspendeu os atendimentos e agendamentos, sem previsão de retomada.
O médico também esteve ligado ao Hospital Psiquiátrico Mahatma Gandhi, em Catanduva, onde foi presidente. Em agosto de 2025, ele foi preso durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo.
A operação investigava suspeitas de desvios de recursos públicos superiores a R$ 1,6 bilhão e apurava um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro relacionado à gestão de uma Organização Social da Saúde de Catanduva. A prisão ocorreu no âmbito daquela investigação; o registro do caso não informa o desfecho das apurações.
Para entender
- Gaeco
- O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado é uma unidade do Ministério Público de São Paulo que atua em investigações e ações contra organizações criminosas.