Anderson Felipe Pereira Santos morre após ser algemado em SP
A morte ocorreu em um apartamento na Consolação; policiais dizem que o contiveram após ele avançar contra a equipe, e a causa será investigada.
Resumo em 30 segundos
Anderson Felipe Pereira Santos, de 31 anos, morreu após ser contido e algemado por policiais militares em um apartamento na região central de São Paulo. Os agentes afirmaram que ele passou mal depois da contenção. A morte foi registrada como suspeita, e exames devem ajudar a esclarecer a causa.
Anderson Felipe Pereira Santos, de 31 anos, morreu na madrugada desta terça-feira (20) depois de ser contido e algemado por policiais militares em um apartamento na rua Dona Antônia de Queirós, no bairro da Consolação, região central de São Paulo. O caso foi registrado como morte suspeita pelo 78º Distrito Policial (Jardins), e a causa da morte ainda será investigada.
Segundo o relato do proprietário do imóvel à polícia, Santos apresentava comportamento agressivo e o mordeu, arrancando parte de sua orelha. Quando os policiais chegaram, o homem ainda estava no apartamento, batia a cabeça contra a parede, gritava e se arrastava entre cacos de vidro, de acordo com a versão relatada pelos agentes.
Os policiais afirmaram que aguardavam a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) quando Santos avançou contra eles. A equipe disse ter usado força que considerou moderada e proporcional para contê-lo e algemá-lo. Depois da contenção, ele aparentou se acalmar, mas sofreu um mal súbito, segundo os agentes.
Os policiais iniciaram manobras de reanimação, que foram mantidas por profissionais do Samu por cerca de 30 minutos. Santos morreu no local. O delegado requisitou exames no corpo para verificar, entre outros pontos, a existência de lesões internas e externas.
Durante a ocorrência, os agentes disseram ter visto sobre uma mesa uma substância semelhante à cocaína. Seringas também foram encontradas em um dos quartos. Esses itens foram relatados à polícia, mas não há informação de que a natureza da substância tenha sido confirmada.
O episódio tem semelhanças com uma ocorrência de março de 2024 no mesmo edifício, em um apartamento vizinho, envolvendo o proprietário do imóvel. Naquela ocasião, Fernando Henrique Ribeiro de Carvalho, de 26 anos, foi encontrado morto no apartamento. O médico afirmou à polícia que mantinha um relacionamento com Carvalho e que os dois haviam brigado; segundo seu relato, Carvalho mordeu seu braço e depois foi encontrado imóvel sobre a cama.
O proprietário não consta como investigado em nenhum dos dois casos. A morte de Santos permanece sob investigação, e os exames solicitados deverão ajudar a esclarecer as circunstâncias e a causa do óbito.