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Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Marine Le Pen lança campanha presidencial e promete endurecer políticas

Em Orléans, a candidata defendeu medidas mais rígidas contra a violência na França e a imigração, e indicou Jordan Bardella como futuro premiê.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Candidata discursa em um palanque diante de apoiadores em um evento político na França. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Candidata discursa em um palanque diante de apoiadores em um evento político na França.
Resumo em 30 segundos

Marine Le Pen lançou sua candidatura à Presidência da França em 2027 durante um evento do Reagrupamento Nacional, em Orléans. Ela prometeu endurecer políticas de segurança e imigração, reduzir impostos e custos de energia e fortalecer a indústria. A eleição está prevista para abril e maio do próximo ano.

Marine Le Pen lançou neste domingo (25), em Orléans, sua campanha para disputar a Presidência da França em 2027. Diante de cerca de 8,5 mil apoiadores do Reagrupamento Nacional (RN), a candidata prometeu endurecer as políticas de segurança e imigração, após semanas de protestos marcados por confrontos e depredações em cidades francesas.

A candidatura será a quarta tentativa de Le Pen de chegar à Presidência. A eleição está prevista para abril e maio de 2027, no fim dos dois mandatos consecutivos de Emmanuel Macron, que não pode concorrer a uma reeleição imediata, conforme a Constituição francesa.

No discurso, Le Pen acusou o governo de não conseguir garantir a segurança e defendeu o que chamou de restauração do Estado de Direito. Ela também propôs uma política de tolerância zero contra criminosos e afirmou que os responsáveis por danos em manifestações deverão ressarcir integralmente os prejuízos. “Se tiverem que pagar por toda a vida, pagarão por toda a vida”, declarou.

Os distúrbios mencionados pela candidata ocorreram durante manifestações nos dias 17 e 24 deste mês. No sábado, mais de 400 mil pessoas protestaram em diferentes cidades, segundo as autoridades, e a polícia registrou 1.314 prisões. Os episódios incluíram confrontos com policiais, saques, incêndios e depredações.

A imigração também foi central na apresentação das propostas. Le Pen defendeu maior controle da entrada de estrangeiros, a expulsão de criminosos estrangeiros e a retomada da autonomia francesa sobre políticas migratórias sujeitas a regras da União Europeia. Também afirmou que pretende alterar critérios de concessão da cidadania e reforçar as fronteiras nacionais.

O presidente do RN, Jordan Bardella, discursou no evento e acusou o partido França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon, de incentivar os confrontos. Bardella prometeu ampliar o combate a organizações criminosas e reduzir para 16 anos a idade de responsabilização penal. Le Pen indicou que pretende nomeá-lo primeiro-ministro se vencer a eleição.

A realização do evento mobilizou cerca de 3 mil integrantes das forças policiais e dos serviços de emergência em Orléans durante o fim de semana. No sábado, sindicatos e movimentos de esquerda também realizaram protestos contra o congresso do RN.

Além das propostas de segurança e imigração, Le Pen prometeu reduzir impostos, diminuir o custo da energia para as famílias e fortalecer a indústria francesa. Ela apresentou a candidatura como o começo de uma nova etapa para o país, e não como uma volta ao passado.

Para entender

Reagrupamento Nacional
Partido político francês de direita nacionalista, conhecido pela sigla RN. Marine Le Pen é uma de suas principais lideranças, e Jordan Bardella preside a legenda.

Fontes: Gazeta do Povo

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