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Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

María Corina Machado volta à Venezuela e pressiona por eleições

A líder opositora quer negociar um acordo nacional e mobilizar a oposição enquanto autoridades interinas discutem reformas eleitorais para uma possível votação em 2027.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Manifestantes com bandeiras venezuelanas em uma mobilização política em Caracas. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Manifestantes com bandeiras venezuelanas em uma mobilização política em Caracas.
Resumo em 30 segundos

María Corina Machado voltou à Venezuela após quase dez meses fora do país. Sua equipe afirma que ela pretende pressionar o governo interino de Delcy Rodríguez por um calendário eleitoral, reunir grupos políticos e preparar a oposição para uma possível transição. Um plano de reforma eleitoral discutido pelas partes prevê eleições livres e justas em 2027.

A equipe de María Corina Machado afirmou nesta segunda-feira (26) que o retorno da líder opositora à Venezuela, no domingo (25), busca pressionar o governo interino de Delcy Rodríguez a definir um calendário para novas eleições presidenciais. Depois de quase dez meses fora do país, Machado também pretende reunir diferentes grupos políticos para negociar um acordo nacional e preparar a oposição para uma possível transição de governo.

Henry Alviárez, coordenador nacional do Vente Venezuela, partido de Machado, disse que a dirigente planeja iniciar uma nova etapa de mobilizações políticas. Ele afirmou que o grupo está disposto a negociar diretamente com Rodríguez, mas não participará de conversas que, segundo ele, sirvam para postergar decisões políticas.

“Estamos absolutamente dispostos a nos sentar com quem for necessário”, declarou Alviárez. O coordenador disse que o retorno foi organizado pela própria equipe de Machado e não fez parte das negociações que o governo mantém com outros setores opositores. Segundo ele, foram necessárias sete tentativas até que ela conseguisse entrar no país.

“A única garantia que María Corina tem na Venezuela é o povo. Ela entrou por sua própria conta e risco”, afirmou Alviárez. A equipe ainda não informou quando Machado fará um pronunciamento público.

A volta ocorreu em meio a conversas sobre mudanças no processo eleitoral venezuelano. Na semana passada, autoridades interinas e representantes da oposição chegaram a um acordo sobre um plano de reforma eleitoral, com o objetivo de permitir eleições livres e justas em algum momento de 2027. As negociações também tratam de reformas institucionais, entre elas a substituição de integrantes do Supremo Tribunal e da comissão eleitoral.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse nesta segunda-feira que Washington havia comunicado às autoridades interinas, “há semanas e semanas”, que Machado deveria ter autorização para retornar. Segundo Rubio, o governo de Rodríguez respondeu que a opositora estava livre para entrar no país. Ele afirmou que os Estados Unidos acompanham o processo e querem que as partes avancem para a realização de uma eleição.

Alviárez criticou as negociações em curso e disse que elas não têm produzido respostas suficientes para a situação dos presos políticos. O dirigente também afirmou que a oposição não deve aceitar conversas que apenas adiem decisões.

Machado retornou após passar a maior parte de 2025 escondida na Venezuela e deixar o país em dezembro daquele ano, rumo à Noruega, onde recebeu o Prêmio Nobel da Paz. A equipe descreveu a volta como uma operação organizada por seus integrantes. Em mensagem publicada no X, Pedro Urruchurtu, coordenador de Relações Internacionais da opositora, agradeceu ao presidente Donald Trump e a Rubio pelo apoio à causa democrática venezuelana.

Para entender

Vente Venezuela
Partido político venezuelano associado a María Corina Machado. Henry Alviárez é seu coordenador nacional, e a organização atua na oposição ao chavismo e na mobilização política no país.

Fontes: Gazeta do Povo, Zero Hora, Estadão

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