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Sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Lula reúne ministros e economistas para discutir contas públicas

Dario Durigan disse que não houve debate sobre medidas específicas; propostas para a agenda fiscal devem ser discutidas na segunda quinzena de novembro.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Ministros e economistas participam de uma reunião sobre economia e política fiscal. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Ministros e economistas participam de uma reunião sobre economia e política fiscal.
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Lula reuniu ministros, ex-integrantes do governo e economistas para discutir a situação econômica e a política fiscal. Após o encontro, o ministro Dario Durigan afirmou que houve convergência sobre o diagnóstico, mas não sobre medidas específicas. A agenda fiscal deve ser discutida na segunda quinzena de novembro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se na quinta-feira, 5, com ministros, ex-integrantes do governo e economistas no Palácio do Planalto para discutir a conjuntura econômica e os rumos da política fiscal. O encontro ocorreu em meio à pressão por ajustes nas contas públicas para o Orçamento de 2027 e um dia depois de o Banco Central manter a taxa Selic em 13,75% ao ano.

Participaram o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e os ministros Miriam Belchior, da Casa Civil, Bruno Moretti, do Planejamento, e Esther Dweck, da Gestão. Também estiveram presentes o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad e o ex-presidente do banco Luciano Coutinho, além dos economistas Guido Mantega, Laura Carvalho e Eduardo Moreira. Guilherme Mello, secretário-executivo do Ministério do Planejamento, também participou.

Após a reunião, Durigan afirmou que houve convergência sobre o diagnóstico e os caminhos para a economia, mas que não foram discutidas medidas específicas. Ele disse que o governo pretende melhorar os resultados das contas públicas nos próximos anos e manter os compromissos assumidos na campanha, junto com a sustentabilidade fiscal.

O ministro afirmou que as propostas para a agenda fiscal serão discutidas na segunda quinzena de novembro, depois que Lula retornar de compromissos internacionais na Turquia e nas Filipinas. Durigan também disse que o presidente continuará ouvindo representantes da sociedade civil, empresários e do mercado financeiro.

A meta fiscal para 2027 prevê superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 73,2 bilhões. O resultado primário corresponde à diferença entre receitas e despesas do governo, sem contar os juros da dívida. Pelas regras do arcabouço fiscal, a meta pode ser considerada cumprida mesmo com resultado até 0,25 ponto percentual do PIB abaixo do objetivo.

A dívida bruta do governo geral chegou a 82,9% do PIB em setembro, segundo dados do Banco Central. O indicador reúne as obrigações dos governos federal, estaduais e municipais. O Tesouro projeta que a dívida termine o ano em 83,7% do PIB.

Entre os participantes de fora do governo, Mantega foi ministro da Fazenda de 2006 a 2015 e defende uma atuação maior do Estado para estimular o crescimento, com crédito e investimento público. Carvalho, professora da Universidade de São Paulo (USP), pesquisa desigualdade e seus efeitos na economia. Moreira, empresário e fundador do Instituto Conhecimento Liberta, defende, entre outras propostas, maior tributação dos mais ricos.

Coutinho, que presidiu o BNDES entre 2007 e 2016, defende o financiamento público de investimentos e o estímulo à indústria. Haddad, que comandou a política econômica do governo Lula 3, não ocupa atualmente um cargo no governo.

Em discurso na quinta-feira, Lula também afirmou que responsabilidade fiscal e uma economia organizada são necessárias para atrair investimentos. O presidente deve fazer um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão no domingo, 8. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, não participou da reunião por estar no período de silêncio adotado após decisões do Comitê de Política Monetária (Copom).

Fontes: O Globo, Folha de S.Paulo, Estadão

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