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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Lula reúne ministros e conselheiros para discutir ajuste fiscal

Onze dias após a reeleição, o presidente ainda não definiu medidas para reequilibrar as contas e deve tratar do tema em pronunciamento no domingo (8).

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Lula participa de reunião com ministros e conselheiros em uma sala de governo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Lula participa de reunião com ministros e conselheiros em uma sala de governo.
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Lula reúne ministros, o ex-ministro Fernando Haddad e conselheiros para discutir o ajuste fiscal e os rumos da economia. Ainda não há medidas definidas para reequilibrar as contas. Em pronunciamento previsto para domingo, o presidente deve reafirmar o compromisso com a responsabilidade fiscal e a manutenção das políticas sociais, sem detalhar cortes.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúne nesta quinta-feira (5) ministros, ex-integrantes do governo e conselheiros para discutir alternativas de ajuste fiscal e os rumos da economia no quarto mandato. O encontro ocorre 11 dias depois de sua reeleição, em meio à cobrança de investidores por sinais de controle das contas públicas.

Participam da conversa o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o titular do Planejamento, Bruno Moretti, a ministra da Gestão, Esther Dweck, e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad. O vice-presidente Geraldo Alckmin também está entre os principais interlocutores do presidente sobre o tema.

Lula ainda não definiu quais medidas pretende adotar nem quando apresentará uma proposta para reequilibrar as contas. A discussão envolve conciliar a busca por responsabilidade fiscal com as prioridades políticas e sociais do governo. O ajuste fiscal reúne medidas para adequar receitas e despesas públicas e pode envolver mudanças tanto nos gastos quanto na arrecadação.

O presidente deve abordar a situação econômica em pronunciamento gravado para rádio e televisão, previsto para domingo (8). A expectativa é que reafirme o compromisso com o equilíbrio das contas e com a manutenção das políticas sociais, mas sem detalhar ações de contenção de despesas. A fala também deve tratar da redução da tensão política após uma eleição marcada pela polarização.

Em vídeo publicado no domingo (1º), Lula afirmou que nenhum programa social será extinto e disse que as promessas feitas durante a campanha serão cumpridas. Na ocasião, declarou que o governo pode criar novas iniciativas ou ampliar as existentes. A afirmação foi feita após circularem publicações que questionavam a continuidade de programas sociais.

A discussão fiscal ocorre enquanto o governo trabalha em instrumentos para conter o aumento das despesas. Para investidores, a reafirmação de compromissos, sem medidas concretas, não responde à demanda por previsibilidade sobre a trajetória das contas públicas.

Durigan e Moretti participaram de conversas com agentes do mercado durante a campanha e defendem um ajuste gradual que considere os compromissos eleitorais. Ambos são apontados como possíveis integrantes do próximo governo, mas Lula ainda não indicou quem ocupará os principais cargos da equipe econômica. A escolha dos auxiliares pode influenciar a avaliação sobre a orientação econômica do novo mandato.

No pronunciamento, Lula também pretende defender condições para reduzir os juros e ampliar os investimentos públicos e privados. O Comitê de Política Monetária (Copom), órgão do Banco Central responsável por definir a taxa básica de juros, interrompeu o ciclo de redução da Selic, segundo as informações sobre a decisão citadas no debate econômico. A taxa influencia o custo do crédito e as condições de financiamento na economia.

Fontes: Zero Hora, Valor Econômico, O Globo

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