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Domingo, 25 de outubro de 2026

Governadores eleitos ampliam apoio a Flávio Bolsonaro nos estados

Dezesseis dos 27 governadores eleitos apoiaram Flávio, enquanto seis declararam apoio a Lula; outros três ficaram neutros na disputa presidencial.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Governadores reunidos em uma sala institucional diante de um mapa do Brasil. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Governadores reunidos em uma sala institucional diante de um mapa do Brasil.
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O mapa dos governos estaduais eleitos aponta mais apoio a Flávio Bolsonaro do que a Lula: 16 governadores apoiaram o candidato do PL, seis declararam apoio ao petista e três adotaram neutralidade. Especialistas divergem sobre o peso desse cenário para a governabilidade e as negociações entre União e estados.

Dezesseis dos 27 governadores eleitos neste domingo, 25, declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial, enquanto seis apoiaram Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para um quarto mandato. Outros três adotaram neutralidade, segundo as posições relatadas durante a campanha. O mapa estadual indica uma base menor de governadores aliados ao presidente a partir de janeiro, embora analistas avaliem que isso não determine, por si só, a governabilidade federal.

Entre os eleitos alinhados a Lula estão os governadores petistas Elmano de Freitas, no Ceará; Jerônimo Rodrigues, na Bahia; Cadu de Lula, no Rio Grande do Norte; e Rafael Fonteles, no Piauí. Também apoiaram o presidente eleito Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe, e Lucas Ribeiro (PP), na Paraíba.

No Nordeste, João Henrique Caldas (PSDB), conhecido como JHC, venceu em Alagoas, derrotando Renan Filho (MDB), candidato apoiado por Lula. No Maranhão, Eduardo Braide (PSD) derrotou Orleans Brandão (MDB). JHC e Braide, porém, mantiveram neutralidade na eleição presidencial. Raquel Lyra (PSD), reeleita em Pernambuco, também não declarou apoio a nenhum dos dois candidatos.

No Norte, Lula perdeu aliados no Pará, onde foi eleito Dr. Daniel (Podemos), e no Amapá, que será governado por Dr. Furlan (PSD). Em contrapartida, o presidente contará com Omar Aziz (PSD), eleito no Amazonas. No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) substituirá Renato Casagrande (PSB), eleito senador, e declarou voto em Flávio.

Os eleitos no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste apoiaram Flávio Bolsonaro, segundo o levantamento das posições públicas feito durante a campanha. A mudança amplia a presença de governos estaduais alinhados ao adversário de Lula em relação a 2022, quando o petista terminou a eleição com 11 governadores aliados, distribuídos por três regiões.

A composição dos governos estaduais pode influenciar negociações de políticas que dependem de cooperação entre União e estados. Segurança pública é uma dessas áreas: uma proposta de emenda à Constituição (PEC) em debate no Congresso busca ampliar a participação federal no combate ao crime e integrar a atuação das forças de segurança. Saúde, educação e infraestrutura também envolvem ações dos dois níveis de governo.

O cientista político Cláudio Couto, professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas, afirma que menos governadores aliados pode pesar em políticas que exigem articulação entre governos. Governadores também podem pressionar parlamentares e bancadas para influenciar decisões no Congresso, disse.

Já o cientista político Carlos Ranulfo considera menos decisivo o alinhamento dos governadores para a capacidade de Lula governar. Segundo ele, presidentes não dependem diretamente dos chefes estaduais para governar o país, e os estados precisam negociar com o governo federal, inclusive em temas como dívidas. Ranulfo avalia que, por essa dependência, é pouco provável que os governadores façam oposição sistemática.

Fontes: Estadão

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